Praça Londrina / Estelio Feldman
O negócio é o seguinte: são três casas de madeira na mesma data (ou terreno, para os mais exigentes). Todas de aluguel. Ocorre que há alguns meses elas estão vazias. Os inquilinos mudaram, foi afixada a tradicional placa de aluga-se, mas até agora ninguém se habilitou. E como esta terra londrinense é muito fértil e não há ninguém ali para cuidar, o mato tomou conta de quase tudo. Junto com a flora, vem naturalmente a fauna, não exatamente a mais desejável como ratos, cobras, gambás e outros animais que a gente pode chamar de daninhos.
Aí, claro, a vizinhança fica não só preocupada como apavorada. O mato não prolifera, mas os bichos se espalham. Então, a alternativa é ligar para a imobiliária que está alugando a casa? Não é, não. Pelo menos os vizinhos que ligaram ficaram sabendo que quem tem que cuidar do mato é o inquilino. Como não tem inquilino, o negócio é esperar que alguém alugue. Até que isto aconteça, os incomodados que se munam de calma, parece ser a filosofia da imobiliária.
Ocorre que não parece justo. Se não há inquilino, quem tem de cuidar é o dono do imóvel. Ou a imobiliária, se é que assumiu a responsabilidade. O que não pode é ficar como está, um ninho de cobras, ratos, gambás e sujeira. Daqui a pouco vira mocó, residência de marginais. E daí, será que a imobiliária vai dizer que o problema é do suposto futuro inquilino? Ainda que não seja por respeito aos vizinhos que reclamam, até para alugar, a imobiliária deveria cuidar do local.
Idéia inteligente
Às vezes, as coisas estão bem aí à vista, e é só prestar atenção para se conseguir criar algo capaz de oferecer condições de se ganhar com isto. Semana passada, por exemplo, recebi um folheto, bem aqui no centro, entregue por uma jovem, devidamente uniformizada, e que anunciava o Moto Táxi. Assim como qualquer pessoa, fiquei curioso com isto: O que é que é moto táxi, perguntei?
Pois é, é uma coisa simples: é moto sendo usada como táxi. Claro, os motoristas de táxi vão achar ruim, por causa da concorrência. Mas, naturalmente, a moto não concorre com o táxi. É um tipo de idéia para emergências. O folheto diz bem: Atrasou? O ônibus já passou? A grana acabou? Você ficou? Moto táxi levou.
É emergência mesmo, e com limitações. Eu, que tenho verdadeiro pavor de motocicleta, principalmente de andar na carona, penso que nunca (ou quase) apelaria para este tipo de serviço. Mas não só tem gente que até gosta como há certos casos em que o medo acaba sendo posto de lado, até porque a necessidade se torna maior.
O negócio funciona de modo simples, segundo está explicado no folheto. Atende das 7 às 23 horas, os 30 dias do mês, o que inclui domingos e feriados. O interessado telefona e eles garantem que vão buscar.
Bom, e como informação tem de ser completa, dou o número que está no folheto: 329-1753. Bom passeio e não esqueça, claro, do capacete.
TV a cabo
Pois foi só comentar aqui o anúncio do aumento no aluguel da TV a cabo, consequente, conforme informa a NET, de taxação do ICMS, recebi algumas dezenas de telefonemas a respeito. E a maioria lembrando que sempre se anunciava que conforme fosse aumentando o total de assinantes, o preço do serviço acabaria diminuindo. Coisa que, pelo visto, não aconteceu.
E que o número de assinantes cresceu, é indiscutível. Hoje, o cabo está em boa parte da Cidade e muita gente assina, até porque representa uma opção muito boa para lazer. O chamado serviço completo, com TVA e Globosat, inclui cerca de 30 canais entre os quais 3 de esporte, 5 de filmes, 3 de notícias, alguns de variedades, um leque bastante grande de opções. É sem dúvida uma coisa boa ter cabo, em casa. O que se coloca, porém, é precisamente a questão relativa ao fato de que, se tem mais assinantes hoje do que havia há um ano, por que é que não se fala em baixar o valor da assinatura?
Como, porém, aqui no Brasil ainda persiste a idéia da época de inflação, quando ninguém sequer imaginava baixa de preço em coisa alguma, pelo menos a imutabilidade do preço já é uma coisa razoável. E a oportunidade, no caso, seria ótima: a NET, dizem os leitores, poderia assumir estes 5% do ICMS em nome do aumento do total de assinantes. Ou então, quem sabe, para compensar o aumento, por que não há a oferta de mais alguns canais?
Interesse comum





