Praça Londrina / Estelio Feldman
Londrina já começou a viver a época do lixo reciclado. Em alguns pontos da cidade está sendo feita a chamada coleta seletiva de lixo, com separação que facilita inclusive a destinação das coisas que são postas fora. Ainda funciona só em algumas ruas, mas já tem gente desanimada com o problema, como dona Suely, leitora da Praça e moradora na rua Santos.
Pelo telefone, ela informa que está cansada de ter de assumir sozinha a tarefa de separar o lixo para a coleta seletiva. Lamenta não ter apoio nem do marido, nem dos filhos. Aí, claro, alguns vão dizer que isto não chega a ser um problema para publicar, mas sim uma questão pessoal. Entretanto, concordo com dona Suely quando ela sugere que se façam campanhas de esclarecimento, a partir das escolas, para que as pessoas percebam como é importante esta questão de reciclagem de lixo.
É por isto que ouvi a queixa e dou guarida e apoio. Vou além: concordo com a idéia de se sugerir que o assunto seja tema nas escolas desde o 1º grau, porque isto ajuda a formar as crianças e é por aí que se prepara uma nação. Mas penso que também os meios de comunicação, especialmente a TV, podem ajudar a difundir a idéia e a estimular a prática relativa ao possível aproveitamento do lixo, até como alternativa para a poluição. Na TV a Cabo, no Canal ESPN internacional, já vi institucionais ensinando reciclar o lixo, o que, diz o texto, é uma solução para a poluição americana. Dá para adaptar ao caso brasileiro, também.
Desespero
Dona Janina Aparecida França esteve em minha casa, desesperada, contando o drama que tem enfrentado com a doença de seu marido e a falta de sensibilidade das autoridades do setor médico, em Londrina. Ela conta que o marido, João Elias, 26 anos, paralítico, necessita de muitos cuidados. E ela tem corrido esta Londrina, sem conseguir o atendimento.
Como, devido até à falta de movimentos, seu marido começou a apresentar escaras, ela passou a buscar socorro. Percorreu hospitais e não conseguia ser atendida por falta de encaminhamento médico. Quando, afinal, conseguiu uma guia e levou o marido ao ambulatório Alto da Colina, foi informada que deveria levar o marido ao posto de saúde, onde ele seria encaminhado para o médico de família. Só este, então, orientaria o tratamento.
A dificuldade para transportar seu marido é terrível. Ambulância seria a solução, mas não é fácil. Ela revela inclusive que não pode levá-lo à necessária fisioterapia, por não ter condução para o transporte de ida e volta.
Ela, simplesmente, não sabe mais o que fazer, ou a quem apelar. Pois eu apelo ao dr. Agajan, que é o responsável pela Saúde, agora, em Londrina, e tenho plena confiança que ele adotará as medidas cabíveis para atender a este drama. Dona Janina mora na rua das Orquídeas, 192, parque Ouro Branco, e não está pedindo esmola, só o atendimento médico justo para seu marido.
Chuva atrapalha
A gente sabe que a chuva é necessária, vital mesmo. Antigamente, um companheiro aqui da Redação, com uma coluna parecida com esta, sempre que chovia comentava: A chuva foi boa para a lavoura. Mas chuva demais também prejudica a lavoura, como aliás a gente está percebendo com o anúncio de quebra na produção de feijão e com uma certa alta nos hortifrutigranjeiros (eta palavrinha engraçada!). E, ao mesmo tempo, traz problemas para uma boa faixa da população que depende do tempo bom para trabalhar.
Listo aqui os vendedores de lanches, por exemplo, que com seus carrinhos enfrentam dificuldades para trabalhar com chuva. Sem contar o fato de que as pessoas que saem para fazer lanches também acabam ficando em casa em época chuvosa. Há também os feirantes, os artesãos que se instalam em qualquer lugar, a garotada que engraxa sapatos, os que entregam panfletos pelas ruas, todos prejudicados pela chuva.
O pior é que a gente não pode fazer nada para evitar que chova. Nem quer. Mas a situação de muitos trabalhadores, impossibilitados de ganhar o sustento, por causa da chuva continuada, preocupa. Tem vendedor que está sem poder pagar conta de luz e de água, porque quase não trabalhou este mês. E gente que está comendo o que deveria vender, com evidentes prejuízos atuais e futuros.
Comércio no Carnaval





