Que baile de Carnaval é barulhento, todo mundo sabe. Mas que o barulho incomoda muito a quem não está na festa, também é óbvio. E o problema de dona Glauce, que procurou a gente na quarta-feira cedo, é justamente esse: ela reclama do barulho que foi obrigada a aguentar, na terça-feira, porque mora perto do Country e aquele dia é marcado pela batucada que, dizem, serve para esquentar as baterias com vistas à festa que está chegando.
Dona Glauce diz que, no passado, a batucada era feita na parte de baixo do clube mas que, agora, ocorre perto da quadra de tênis. Haviam dito a ela, depois de uma reclamação, que a barulhada iria até meia noite e meia. Só que isso não ocorreu e o batuque foi além, prejudicando o descanso da vizinhança. Ela conta que reclamou de novo e foi informada que não adiantava nada.
O remédio, naturalmente, foi procurar a Praça que registra e endossa o apelo da leitora, lembrando que a liberdade de uns acaba onde começa a dos outros. Dá para fazer Carnaval bem animado, principalmente em clube, sem prejudicar a vizinhança. É uma simples questão de respeito. Sei que a direção do Country adotará medidas cabíveis para preservar o sossego dos vizinhos, sem perder a animação de sua festa.
E já que o tema é Carnaval, a gente lembra que a Codel é que está organizando o Carnaval de Londrina, este ano. Informações, inclusive para participar, podem ser obtidas através do telefone 321.3234.

Sujeira
Um leitor me telefona para reclamar da situação da Cidade, que ele considera de calamidade. Diz respeito à sujeira que, segundo afirma, não é um problema atual - quer dizer só da nova administração - mas vem há algum tempo. Algumas vezes, inclusive, já comentamos isto.
O leitor, que mora na avenida Rio de Janeiro, conta que em suas caminhadas até o centro fica horrorizado com o que vê. ‘‘Tudo sujo’’, comenta, destacando alguns trechos: a Biblioteca Pública Municipal, a Caixa Econômica, a frente do Bosque. ‘‘Há dias - enfatiza - que dá desgosto ver a sujeira e o abandono destes pontos da Cidade.’’ Também a situação da praça Marechal Floriano, que teve traçado modificado, é alvo de sua lamentação. Segundo ele, a Praça está completamente alterada em sua própria destinação.
Infelizmente, a situação da sujeira, em quase toda a Cidade, é a mesma. Assim como ocorre em relação ao mato, existe a desculpa devido à chuva que, de fato, tem sido um pouco excessiva, nos últimos tempos. Quer dizer, com tanta chuva é mesmo difícil exigir que os serviços de limpeza funcionem adequadamente. Entretanto, não se pode perder de vista que manter limpa a Cidade é uma obrigação permanente, da autoridade e do povo. Cidade limpa, povo civilizado, já diz o velho ditado que eu cito tanto. Acredito nele e o considero um desafio para todos nós.Cinzas
Parece absolutamente correta a idéia apresentada por um segmento dos comerciários, no sentido de permitir que o comércio abra as portas na quarta-feira de cinzas, após o meio-dia. Não se trata de algum tipo de postura por mais folga, mas da observação real relativa ao fato de que pouca gente sai às ruas na manhã daquele dia. Na verdade, muita gente fica nas ruas - ou nos clubes - até a manhã da quarta-feira. Os bancos já não abrem, pelo mesmo motivo: não há movimento.
Na verdade, tem-se observado uma certa evolução tanto por parte dos comerciários como dos comerciantes diante de situações específicas como vésperas de feriados, até mesmo trabalho nos domingos. Uma certa flexibilidade nos horários para o comércio é prova de inteligência. Fala-se, por exemplo, na troca da segunda-feira de Carnaval pelo domingo que antecede o Natal: folga-se agora para se trabalhar depois. Claro que trabalhar domingo é sempre duro (e nós aqui da Folha podemos dizer isso com propriedade). Mas segunda-feira de Carnaval é, mesmo, um dia fraco. Logo, folgar agora e trabalhar no domingo mais próximo do Natal é um modo inteligente de agir.
O comércio não terá prejuízos se abrir só ao meio dia na quarta-feira de cinzas. Isto também dará uma folga maior aos comerciários que, principalmente em épocas de pico, são muito sacrificados. Merecem um pouco de descanso. Funcionalismo
O anúncio segundo o qual o pagamento do funcionalismo municipal estará disponível hoje é muito bom. Não só para os diretamente beneficiados, mas porque essa situação evidencia o respeito ao trabalhador, que é vital em qualquer setor e mais ainda na administração municipal. O novo prefeito, ao assumir, encontrou uma situação lamentável no que diz respeito ao funcionalismo e se dispôs a resolvê-la o mais rápido possível. Obteve até um empréstimo bancário o que, a gente sabe, é ruim, mas constitui uma alternativa para evitar o pior que é não pagar a quem trabalha. Agora, anunciando que o pagamento será feito normalmente, no dia acertado há tempos, mostra de novo a preocupação com o pessoal.
Naturalmente, seria terrível se, para fazer face a esse compromisso, o Executivo municipal tivesse que buscar novo empréstimo. Isso não foi necessário, porque a Prefeitura está recebendo os tributos por parte da população, inclusive uma boa arrecadação do IPTU. Há um bom desconto para quem pagar antecipadamente aquele imposto, o que é sempre interessante. Mas o melhor nem é isso, é ver e sentir que o dinheiro que a gente paga está sendo bem usado. E usar o dinheiro para pagar o funcionalismo é sem dúvida uma coisa correta. Naturalmente, há muitas outras coisas a fazer. Todavia, a amostra sendo boa, os primeiros atos se revelando positivos, isso dá mais confiança ao prefeito que a população elegeu.
Neste primeiro mês de trabalho, o sr. Belinati consegue boa nota, até de seus opositores.

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