Praça Londrina / Estélio Feldman
O jornalista Oswaldo Militão, que já foi presidente da Ametur, informou que o Moringão comporta - com lotação total, gente saindo pelo ladrão - 15 mil pessoas. Lembrou, até, que a maior lotação do tempo em que dirigiu a Ametur foi quando da vinda do Harlem Globetrotters, em 1978 ou 79, quando passaram pelas roletas 14 mil pessoas.
Pois é, e os jogos de basquete e vôlei que estão se realizando por aqui não atraem sequer 5 mil pessoas. Esta semana, inclusive, ficamos comentando aqui na Redação o assunto. Ultimamente há bons jogos, grandes atrações. Domingo, esteve aqui o Oscar, o Mão Santa. Também esteve no Moringão a Leila, uma das melhores jogadoras de vôlei da nova geração. E o time de basquete local está fazendo uma campanha boa. O de vôlei, nem tanto, mas já deixou de ser o último do certame, e até ganhou um set do time da Leila.
Ontem, um leitor, em carta ao jornal, reclamava da falta de opções para o lazer da população. Mas quando tem, caso dos jogos de vôlei e basquete, o povo não vai! Penso que um público de 5 a 6 mil pessoas para uma cidade com 500 mil habitantes, com tantos jovens, não seria nada demais. O preço é baixo e o espetáculo é bonito. Quando vejo os ginásios de Americana, Piracicaba e Santo André cheios de gente vibrando com o basquete e o vôlei, fico mais triste, ainda. Londrina poderia também ter este espetáculo, lotar o Moringão, vibrar com seus times. Senão, daqui a pouco, eles podem acabar...
Perigo
A realização do vestibular de verão, simultaneamente em Londrina e em Maringá, criou um perigo sério e real para muita gente. O problema está no horário: as provas são realizadas nos mesmos dias. Mas em Maringá o vestibular é pela manhã e em Londrina se realiza à tarde. A consequência é simples, e poderia ter sido facilmente antecipada: muita gente fazendo todos os dias o percurso Maringá-Londrina pelo menos duas vezes. Quem fez base em Londrina sai de madrugada e volta ao final da prova para pegar o exame aqui. Se demora muito para sair, tem que correr, na estrada. Quem faz base em Maringá, sai de lá após a prova, vem a toda e tem que voltar.
Hoje termina o vestibular e, como a gente costuma escrever em jornal, até o momento em que eu fechava esta coluna não havia acontecido nenhum acidente. Entretanto, não há dúvidas que a situação acaba por representar um perigo potencial. Há mais carros rodando, há ônibus (houve quem fizesse até grupo de excursão diário) e existe o horário fatal: se chegar atrasado no local das provas, o candidato não entra, perde todo o esforço.
A solução para evitar isto, no futuro, é simples: ou as duas universidades fazem os exames no mesmo horário ou marcam para dias diferentes. E se mantiverem o esquema atual, poderiam ao menos estabelecer provas iguais, para evitar aumentar o nó na cabeça dos vestibulandos. Isto, claro, se houver interesse em simplificar.
Bagunça
Como todo mundo sabia, a Cidade está supermovimentada estes dias. Os milhares de jovens que vieram para cá, a fim de tentar uma vaga no curso superior, trazem um aumento enorme no movimento de gente. O comércio até que fica bastante feliz com esta injeção de recursos, ainda mais em época de férias, quando muita gente está fora. Se não temos praias para atrair turistas, temos o vestibular, que nos traz jovens.
Entretanto, o curioso é a bagunça que se forma pela Cidade, principalmente à noite. Os barzinhos da moda, muito frequentados pela juventude, estão atulhados. O Catuaí, transformado também em ponto de encontro por estudantes de última hora, está repleto. O RU (conhecido como Restaurante Universitário mas que raramente funciona como restaurante) está animado, todas as noites. Mas, afinal, os jovens vieram aqui para fazer exame ou para frequentar a noite?
Dizem que do total de pretendentes inscritos ao vestibular, pelo menos a metade (num cálculo bastante otimista) não tem condições de conquistar a vaga e sabe disso. Então, seriam os que acabam movimentando a noite, enquanto os mais preparados ou mais concentrados preferem aproveitar o tempo para uma repassada na matéria ou para descansar. Enfim, seja como for, pelo menos em termos de UEL tudo acaba hoje. E, sem dúvida, a noite ainda vai ser mais animada para marcar o final da maratona.
Carnaval chegando





