Praça Londrina / Estelio Feldman
As mulheres não são minoria. Representam a metade do contingente humano neste planeta. Entretanto, continuam a ser oprimidas, assim como tantas outras minorias. E a maior prova disto é precisamente esta Semana da Mulher que começou a ser celebrada em Londrina e o Dia Internacional da Mulher, que se comemora no próximo dia 8.
Existem alguns bobões, do sexo masculino, que reclamam que não existe o Dia dos Homens. Nem precisa. Porque todos os dias são dias do homem. As datas específicas para determinados grupos existem precisamente para destacar a necessidade de se mudar a realidade. No caso das mulheres, ainda há um longo e complicado caminho a seguir antes que se atinja o ideal, que está inclusive na Bíblia, da igualdade entre os sexos, ambos criados com a mesma dignidade.
Ao longo dos séculos, porém, a mulher foi discriminada, explorada, marginalizada. Em muitos lugares, esta situação continua até hoje. Mesmo onde o quadro parece diferente, também há ainda muita discriminação além de exploração. Às vésperas do novo milênio, era de esperar que outra fosse a realidade, que os seres humanos já tivessem evoluído em seus conceitos.
Ainda não chegamos a isto. Mas as mulheres registram avanços, a sociedade está evoluindo e a gente, nesta Semana da Mulher, deve desejar que chegue o dia em que não mais seja necessário destacar os oprimidos, em que os seres humanos tenham, de fato, respeito e dignidade, independente do sexo, cor, religião ou o que seja.
Insegurança
Morador da Duque de Caxias liga para fazer um verdadeiro pedido de socorro. O problema é antigo, infelizmente: a insegurança. Revela que as coisas por lá, notadamente na parte chamada central, estão calamitosas. Há tentativas de arrombamento seguidas nos estabelecimentos comerciais e enorme falta de segurança, principalmente à noite.
Conta, ainda, que no local em que funcionam os circos, um enorme terreno baldio, meninos de rua se reúnem, durante a noite, e saem em incursões pela madrugada, atacando, assustando e, eventualmente, roubando. Segundo sabe, há por lá inclusive estabelecimento que funciona como fachada para receptação de objetos e para distribuição de drogas. Tudo isto sem que haja qualquer iniciativa das autoridades.
Repetir que o problema é sério chega a ser ocioso. O que se precisa é que os responsáveis pelo setor de segurança saíam de sua inércia e comecem a agir para proteger as pessoas e assegurar um mínimo de tranquilidade a quem vive não só naquela área mas em todo o município. Segurança não é luxo, não é bobagem, é requisito fundamental para que as pessoas possam viver, produzir, trabalhar. Os cidadãos não podem (e nem devem) andar armados. Mas têm o direito de andar pelas ruas, de ter seus bens e, principalmente, de viver sem medo, o que não está acontecendo nem naquela área nem em praticamente toda a Cidade.
Gatos
Dona Verônica, uma leitora assídua deste espaço, veio reafirmar, pessoalmente, um apelo que havia feito há alguns meses, nesta Praça, e que vinha dando resultados.
O que acontece é o seguinte: Dona Verônica tem gatos em casa. Gosta deles e os trata com o maior carinho. Inclusive tem despesas grandes com tratamento de seus animais. Mas este seu amor pelos gatos estava provocando uma incômoda situação: desconhecidos estavam deixando filhotes de gatos em seu quintal.
A coisa foi se tornando tão complicada que ela acabou apelando para a Praça e publicamos o seu pedido, com resultado. Durante algum tempo, pararam as doações de gatinhos em seu quintal. Entretanto, a coisa recomeçou, agora. Estão deixando ninhadas de gatos em sua casa, isto sempre à noite e de madrugada, provocando muitos inconvenientes.
Ela pede que parem com isto, mesmo porque não tem condições de transformar sua casa em albergue de felinos. Dona Verônica sugere que as pessoas cuidem dos seus gatos e que, se não querem que eles proliferem, tomem as providências que considerem cabíveis. Mas que, por favor, parem de deixá-los em seu quintal.
Os felinos são verdadeiramente úteis, embora ariscos. Tê-los em casa é, para mim, sinal de sensibilidade elevada.
Malucos ao volante





