Lugar de criança é na escola. A frase é correta, a idéia é atraente, mas a realidade é muito diversa. Na Holanda, acaba de se realizar uma Conferência sobre o Trabalho Infantil, com denúncias muito sérias sobre a exploração de menores e uma condenação unânime às formas consideradas mais intoleráveis desse tipo de trabalho. Definiu-se lá, inclusive, a proibição de trabalho para os menores de 15 anos em geral e dos menores de 14 nos países onde a economia e a educação não estão suficientemente desenvolvidas.
Os trabalhos perigosos estão proibidos para menores de 18 anos (16 se a saúde, a segurança e a moralidade das crianças estiverem plenamente garantidas). Autorizam-se os trabalhos leves a partir dos 12 anos nos países menos desenvolvidos e a partir dos 13 anos nos países considerados em ‘‘situação normal’’.
Muito válido, sem dúvida. Contudo, constata-se que a pobreza tira as crianças da escola muito antes dessas idades. Do mesmo modo, as leis se convertem em nada quando a falta de vontade política, as tradições culturais, as discriminações ou a situação econômica mantêm as condições de exploração dos menores. Aí está, no final, a questão: situação social verdadeiramente dramática a converter excelentes resoluções - como estas e tantas outras já existentes - em letra morta.
O problema existe e é muito grave. Todavia, sem um efetivo esforço coletivo, com real ação governamental, não haverá nenhum tipo de avanço no encaminhamento desta complexa questão.


Reconhecimento
No dia 19 de junho do ano passado, sob o título ‘Memória’, publiquei neste espaço o apelo do sr. Walter Durães que reclamava a correção de um erro histórico. Ele dizia que seu tio, Raimundo Durães, já falecido, foi um dos fundadores da Associação Rural do Paraná, que se converteu depois na querida e respeitada Sociedade Rural. Mas a participação de Raimundo como fundador da ARP não é citada em parte alguma, segundo Walter.
Já naquela época, ele estava gestionando para conseguir que houvesse o reconhecimento da presença de seu tio na fundação de uma entidade que tantos serviços prestou, além de muitas outras realizações daquele pioneiro.
Pois recebi esta semana carta assinada pelo presidente da Sociedade Rural do Paraná, Manoel Campinha Garcia Cid, tornando pública a ‘solicitação de escusas ao sr. Walter Durães’ pelo fato de não se ter homenageado seu tio, Raimundo Durães, como sócio fundador da Associação Rural de Londrina.
A carta vem acompanhada de xerox das assinaturas dos participantes da reunião em que foi fundada a ARL, sendo a 34ª assinatura a de Raimundo Durães. Na carta enviada à Praça, a SRP informa que ‘consta em nossos arquivos históricos a veracidade do fato e, brevemente, faremos placa em homenagem aos sócios fundadores’. É a vitória da luta de Walter Durães que ocorre pela elevação da diretoria da SRP que se empenhou em corrigir esta falha.


LBV dá sorte
LBV, vocês sabem, é a sigla da Legião da Boa Vontade, uma entidade que atende a milhares de crianças carentes, em todo o País. Em Londrina, a LBV mantém a Creche e Pré-Escola Alziro Zarur, atendendo 80 crianças carentes, entre 2 e 6 anos, que recebem uniforme, e diariamente têm alimentação, além de acompanhamento educacional, médico e psicológico. Outra valiosa atividade da LBV em Londrina é a ‘Ronda da Caridade’, um trabalho realizado por voluntários todas as segundas, quartas e sextas-feiras, que vão aos bairros mais carentes de Londrina para distribuir sopa, roupas e calçados, além de palavras de conforto e estímulo.
Todo este trabalho é feito graças à colaboração de muita gente. E para conseguir mais recursos, a entidade está lançando a campanha LBV dá sorte. Para participar, é só adquirir cupons numerados, que custam 15 reais. Os adquirentes concorrem, pela extração da Loteria Federal de 5 de abril a 15 automóveis Fiat Palio, zero quilômetro.
Divulgo isto porque entendo que o serviço realizado pela LBV é, efetivamente, meritório e que - embora não aprecie muito esta história de sorteios - é um modo de ajudar com a possibilidade de ganhar alguma coisa. Na verdade, quem comprar os bilhetes já estará ganhando a certeza de que está colaborando em um trabalho de enorme importância. Adicionalmente, poderá ganhar um carro, o que não é nada mal e dá mais resultados que dar esmolas.


Cursos de especialização

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