Praça Londrina / Estelio Feldman
Um usuário da Sercomtel dirigiu-se à empresa muito revoltado informando que havia tentado fazer uma ligação de certo telefone público e que não só não falou como ficou sem duas fichas, engolidas pelo TP. O responsável pelo setor na Sercomtel, Francisco Roberto, determinou exame no referido telefone público e devolveu ao reclamante as duas fichas perdidas.
Há aí alguns fatos interessantes e valiosos. O usuário não quebrou o aparelho, em uma não muito incomum manifestação de ira ante a ocorrência, e nem ficou quieto, assumindo o prejuízo. Fez o que qualquer cidadão deve fazer em casos semelhantes: reclamou com os diretamente envolvidos, não certamente por causa do valor da perda mas pelo sentido da questão. Já a Sercomtel, que tem tido sempre (inclusive ao longo dos muitos anos em que foi O Sercomtel) responde também da forma adequada, revelando respeito ao usuário.
Para completar esta história, há usuários que indicam que usar telefone público para chamar telefone celular (não se sabe se foi o caso citado) dá mesmo, muitas vezes, nisto: o TP engole a ficha, ainda que não se consiga completar a ligação. Não tenho pleno conhecimento sobre a parte técnica envolvida nisto, mas penso que é útil haver até um esclarecimento maior da própria empresa sobre o assunto. Isto, inclusive, evitaria mais reclamações e, principalmente, dificuldades para quem queira usar o TP com a finalidade de falar com um celular.
Ouro Verde
Uma leitora, comentando a programação dos cinemas locais (e, com todo o direito, discordando de minha posição a respeito) afirmou que a alternativa melhor, que seria oferecida pelo Cine Ouro Verde, se chocava com o preço no ingresso daquele estabelecimento.
Como me pareceu que a informação da leitora não era exata, procurei o responsável pelo Ouro Verde, o jornalista e também crítico cinematográfico (o mais competente de Londrina, talvez do Estado) Carlos Eduardo Lourenço Jorge, que se mostrou surpreso com a colocação feita. E informou que de fato o preço do ingresso no Ouro Verde é pouco maior que o dos demais cinemas de Londrina: 5 reais. Não tem dia de preço diferente, não tem horário especial, como nos demais. No Ouro Verde, é sempre 5 reais.
Em princípio, não me parece tão caro. Pelo menos mais barato que alguns cinemas de Curitiba ou São Paulo. Por outro lado, Carlos Eduardo destaca que maiores de 60 anos (comprovadamente) não pagam entrada. Sócios da Apuel, quer dizer os funcionários da UEL, pagam meia (R$ 2,50). Estudantes, com carteirinha que o comprove, também pagam meia.
Carlos Eduardo Lourenço Jorge ainda explica que o preço não pode ser menor inclusive por causa de exigência e interesse dos exibidores que recebem conforme a receita do cinema. Ademais, se a renda for muito baixa, vai ser difícil até conseguir filmes para exibir.Belo gesto
A notícia veio através da agência France Presse, é procedente de Buenos Aires e informa que os dirigentes do supermercado de capital francês Carrefour, sucursal Avellaneda (província de Buenos Aires), inaugurado quarta-feira, doaram cestas de alimentos a um grupo de 200 desempregados que exigiam, aos gritos, pão e trabalho, conforme informe policial.
O incidente aconteceu por volta do meio-dia, quando grupos de pessoas que se identificaram como os desempregados de Avellaneda aproximaram-se das portas do supermercado pedindo ajuda para passar este difícil momento.
Os manifestantes aproveitaram para protestar contra a política de ajuste econômico do governo argentino.
Não foi, exatamente, uma ação humanitária. Mas, dentro mesmo do que a gente tem sempre comentado, como a caridade é uma reação, foi belo o gesto dos responsáveis pelo supermercado. Normalmente, em circunstâncias semelhantes, não se distribui cestas básicas; a polícia distribui mesmo é pancada.
E embora não se espere, nem se deseje, manifestação deste tipo por aqui, até que seria uma boa idéia, não só do Carrefour mas de tantos outros estabelecimentos a distribuição de generos alimentícios aos mais carentes.
Já há coisas similares, entre nós, como a promoção do McDonalds, que destina a arrecadação de um dia para o Hospital do Câncer.
Doação de sangue





