Praça Londrina / Estelio Feldman
Publiquei aqui há dias o espanto pelo preço cobrado nos postos de combustível de São Paulo. Pois é, segundo a Fipe, entidade que mede a inflação na Capital paulista, o índice de fevereiro caiu bastante, puxado pelo preço do álcool e da gasolina que baixou. Claro, a gente sabe que a alta da inflação em janeiro, em todo o País, foi causada, principalmente, pelo reajuste nos preços dos combustíveis. Mas a queda de fevereiro ocorreu porque, uma vez o mercado adaptado aos novos valores, veio a concorrência a pressionar os preços.
Concorrência. Esta é a palavra. Funciona. É o mercado que se adapta. Para conquistar fregueses, é preciso oferecer alguma coisa: melhor atendimento, condições mais interessantes - caso dos prazos - e preço. A única coisa que se exige, por parte do poder público (fora pedir que não aumentem os preços de novo) é vigiar para evitar que haja um acordo entre os postos a fim de manter os preços lá no alto. Isto é ilegal, mas acontece.
Sem este tipo de atitude, o mercado funciona conforme suas leis e os preços acabam caindo porque há maior oferta que procura. Afinal, são muitos os postos e o consumidor pode escolher o que ofereça alguma coisa melhor.
Lá como aqui e em qualquer parte, a situação é similar e somos nós, os consumidores, que podemos influir e muito, nos serviços e nos preços. Procurar o mais barato não funciona só para a economia pessoal, de cada um. Também ajuda no combate geral à taxa de inflação.
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