Praça Londrina / Estelio Feldman
Bem que o povo costuma dizer que para morrer basta estar vivo. Entretanto, a cota de óbitos deste fevereiro está realmente dura, com algumas mortes muito sentidas, pessoal ou globalmente. Foi-se neste mês o Paulo Francis, foi-se também o Darcy Ribeiro. E, domingo, foram-se dois bons amigos. Um que muita gente conhece, o deputado federal Homero Oguido. Outro menos conhecido, o jornalista José Carlos Quati.
Quati, como bom jornalista que foi, seguiu o que eu comentei quando morreu Paulo Francis: só se tornou notícia ao morrer. Durante a vida, fiel à profissão, fez notícia, com isenção e integridade. Trabalhou aqui alguns anos e penso que raramente seu nome saiu publicado. Mas seu trabalho, sua figura, sua dedicação e amizade deixaram fundas lembranças entre nós, os que convivemos com ele.
Quanto a Homero Oguido, perdi também com sua morte um amigo. Em sua última campanha eleitoral, seu comitê ficava em frente de casa. E muitas vezes conversamos sobre política, sobre a vida, sobre Londrina. Um verdadeiro homem público, de posições firmes e de total dedicação a seu trabalho. E uma pessoa merecedora do maior respeito e admiração.
A gente vive e não entende nada da morte. Diante dela, nosso destino comum, só nos resta parar e orar. Acredito naquela poesia que fala que, quando alguém se vai, todos nós ficamos um pouco mais pobres. É o que sinto hoje com as ausências de José Carlos Quati e Homero Oguido.
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