Praça Londrina / Estelio Feldman
Uma das coisas mais tristes para o jovem que tenta o vestibular é, no dia em que sai o resultado, não ouvir (ou ler) seu nome na lista dos aprovados. Todo mundo sabe que no vestibular acontece quase o mesmo que naquela citação bíblica que diz que muitos são os chamados, poucos os escolhidos. Entretanto, todos quantos fazem a prova querem é estar entre os poucos.
Se não passar é uma decepção, vir a ter o nome publicado na sequência, nas chamadas subsequentes constitui, sem dúvida, uma compensação e uma alegria talvez até maior porque já menos esperada.
Nos últimos dias, a gente tem lido no jornal uma série de novas chamadas dos mais diferentes estabelecimentos de nível superior. Esta semana, saiu a segunda chamada da UEL e, outra vez, as ruas da Cidade foram povoadas por jovens que recebiam o devido trote, a recepção já tradicional aos calouros.
Há muitas críticas ao trote, algumas até com fundamento. Em alguns casos existe uma violência até certo ponto incompreensível. Todavia, o trote alegre, com corte de cabelo, pintura pelo corpo, até mesmo os pedidos de moedas pelos cruzamentos, parece uma explosão até natural de alegria, com uma participação animada das próprias vítimas.
Pena é que mesmo com tantas chamadas, a maioria acabe não conseguindo a sonhada vaga para o curso superior. Isto sim deveria e precisaria merecer mais preocupação de todos porque nas portas das faculdades e universidades morrem muitos sonhos.
Porte de armas





