Esta Praça Londrina vai, agora, um pouco além de seus limites geográficos, em função da carta enviada pelo leitor Romão Antonio Martini Martins para a seção de cartas do jornal. Ele faz uma queixa, que considero muito justificada, contra a lombada o quebra-molas diante do posto da Polícia Rodoviária de Ibiporã, na BR-369, saída para Londrina. A gente nem precisa falar muito, pois uem passou por lá já viu e sentiu o tamanho do drama.
O leitor conta: ‘‘A não ser caminhões ou ônibus, todos os demais veículos são atingidos por baixo, por mais que se passe devagar e de forma transversal sobre a lombada’’. Ele prova o que diz com a foto que nos enviou. E pergunta: ‘‘Por que uma coisa dessas em frente a um posto de guarda que há anos está ali? Se em frente de um posto policial a lombada é desse tamanho, imagine como não deveria ser em outros lugares? Se a autoridade policial é ineficiente ou se não há competência para se fazer respeitar a velocidade, será que uma gigantesca lombada resolve?’’
Completando, o sr. Romão afirma: ‘‘O que resta é esperar que o orgão que autorizou a referida lombada seja responsável (o que nem sempre acontece) e se prepare para ressarcir perdas e danos que possam ocorrer em veículos naquele local, pois além de sustentar estas instituições o contribuinte não deve pagar por atitudes pouco inteligentes de suas autoridades’’.

Emoção
A carta da mãe da jovem Jacqueline, assassinada há dois meses, em Londrina, publicada ontem neste jornal, é de emocionar. Não é um brado de vingança, mas a dor da mãe que perdeu uma filha e que acaba sofrendo ainda mais com a forma como a sociedade trata da questão. Não é, infelizmente, a primeira vez que isto ocorre, mas é sempre doloroso ver a vítima convertida em culpada e a pessoa responsável pelo crime sendo justificada.
Há dias, pude ver pela TV o drama de outra mãe, Glória Peres, comentando o resultado do julgamento de Guilherme de Pádua, o responsável pela morte de Daniela Peres. Foi tocante e até surpreendente. Glória Peres também não pediu vingança, apenas manifestava seu alívio ao ver que, pela sentença, era reconhecida a responsabilidade de quem matou. Pessoalmente, entendo até que a sentença de Pádua foi pequena. Ele já tem até, graças à lei, condições de sair livre. Foi condenado, logo estará solto. Daniela, a vítima, não volta mais.
Penso que a mãe de Jacqueline também quer justiça, embora sabendo que nada do que as leis façam mudará a realidade, a ausência de sua filha. Esta é a grande dor que não tem solução, que o tempo não aplaca. E é isto o que, penso, precisa ser mantido em foco: não há pena humana que represente retribuição ao assassinato. O que fica para a família das vítimas é só a dor. Isto, pelo menos, deveria ser respeitado.

Apelo
Ana Maria, do SOS Animal, que em seu trabalho de atendimento e socorro aos bichos acaba descobrindo também muita gente enfrentando dramas e dificuldades, volta a procurar esta Praça para pedir ajuda. Há algum tempo, foi feito um apelo aqui, por ela, em benefício de uma família carente. Ao ligar, ela informou que foi bom o resultado e que por isto se sentiu motivada a voltar a nos procurar, com outro drama.
Agora é o de uma família (pai, mãe, 4 crianças) residentes no União da Vitória e que enfrentam enormes dificuldades. O motivo é conhecido. O chefe da família é pedreiro e está desempregado. Já li em um jornal que o Governo Federal está investigando fraudes no seguro-desemprego, o que infelizmente parece ser uma sina no Brasil: cria-se uma coisa para ajudar e já tem gente roubando. Mas o nosso personagem não tem emprego, nem seguro desemprego. E não tem nada para alimentar-se e à sua família.
Quem quiser ajudar pode entregar doações na Polivel, na rua Pernambuco, 1.013. Tudo será encaminhado, depois, para aquela família.
Sei que tem muito mais gente precisando. Mas a gente abre espaço para quem nos procura e mantém o espaço aberto para quem precisar. Mesmo porque, como já disse há tempos meu amigo Wilson Silva, solidariedade é uma reação. As pessoas pedem, as outras ajudam, como vão ajudar esta família.


Lutando para estudar

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