Os telefones da Redação tocam bastante. Mas os da Autarquia do Meio Ambiente tocam mais. Do outro lado da linha, uma reclamação só: o mato está tomando conta de tudo, principalmente, claro, dos terrenos baldios. O povo está pedindo que as autoridades ajam porque com o mato vêm os bichos, o cheiro ruim e, também, os marginais que gostam muito de se esconder no matagal, para atacar os incautos.
Mas, como todos nós sabemos, nem Pero Vaz Caminha podia antecipar isto quando disse na carta ao rei, ao anunciar a descoberta da nova terra: ‘Aqui, em se plantando tudo dá’. É que aqui, neste Norte do Paraná, nem precisa plantar para dar. Com a chuva que continua, praticamente todos os dias, chega a ser possível, como dizem alguns, ver o mato crescendo.
Além disso, a própria chuva torna praticamente impossível o trabalho para a poda do mato. Por isso é que a AMA tem feito um apelo a todos quantos telefonam para reclamar do mato. Pediu, também, que nós aqui os ajudássemos. O jeito, informam, é ter paciência. Isso é, enquanto continuar chovendo como nos últimos dias, vai ser difícil realizar o trabalho que a população pede e que de fato é necessário. Só depois que estiar começará o trabalho de limpeza das áreas baldias, dos canteiros por toda parte. Seria bom, também, que os donos de datas vazias ajudassem quando isso acontecer, cuidando e limpando sua propriedade. Enquanto a chuva continua, porém, o negócio é esperar e ficar vendo o mato crescer.

Iluminação
Já havia afirmado aqui que, quando terminasse a festa de fim de ano e as luzes todas que foram acesas para o período deixassem de funcionar, Londrina ficaria mais escura. Entretanto, não sabia que iria estar muito mais certo do que supunha porque, além do apagar das luzes, também existe o queimar das luzes dos postes por todos os pontos da Cidade.
Como, com o horário de verão, o dia termina mais tarde, tem gente que ainda não percebeu direito como, à noite, a Cidade está escura. Mas este horário acaba no mês que vem. E de qualquer modo a escuridão, mais cedo ou mais tarde, é bastante danosa. Sem esquecer que a falta de iluminação adequada também torna a Cidade mais insegura.
E o que a gente menos precisa, no momento, é aumentar a insegurança. Aliás, li há algum tempo que uma das medidas para melhorar a segurança é justamente a de se usar iluminação adequada à noite. Os marginais preferem os pontos mais escuros para agir, para ficar de tocaia. Claro que isto é só uma parte do todo, mas é parcela importante. Mais ainda, é algo que o cidadão tem o direito de exigir.
O que se exige, naturalmente, é que as lâmpadas queimadas sejam trocadas, que haja um trabalho de conservação permanente e de atendimento total para que a Cidade fique menos escura e, assim, um pouco mais segura para a população.


‘Querida’
Recebo um pedido realmente diferente de uma leitora. Ela solicita que publique aqui um apelo direto e dirigido para pessoas que porventura tenham colecionado a revista ‘Querida’. Este recado, sem dúvida, é dirigido às pessoas mais velhas, porque aquela revista circulou no País no final dos anos 50 e começo dos anos 60. Era, como recordou a leitora e como eu próprio sei, de memória, uma revista muito bem feita, cheia de contos bastante atraentes e que publicou até, em capítulos, alguns romances.
Pois esta leitora quer é saber se alguém tem a coleção da ‘Querida’. Mas não pretende comprar, o que quer é apenas entrar em contato. Mesmo porque, comprar deve sair caro, porque revistas antigas têm um valor maior do que até o preço de capa. E, eventualmente, se alguém fez a coleção, dificilmente estará pensando em vender. O que a leitora pediu foi que fizesse a publicação para tentar localizar alguém que tenha, por acaso, guardado os exemplares da ‘Querida’. Penso que, em princípio, o interesse seria o de conseguir o empréstimo para ler ou reler os contos ali publicados. Qualquer notícia pode ser dada a mim, pelo fone 374-2169. Transmitirei o recado à interessada.
Há muitos anos não ouço falar daquela revista que teve sua época. Mas sei que revistas antigas, principalmente quadrinhos, têm um grande mercado. Algumas delas, consideradas clássicas, valem verdadeiras fortunas.

As uvas voltaram

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