Praça Londrina - Estélio Feldman
Aquelas caçambas que estão por toda parte, colocadas quase sempre ao lado das guias das calçadas, representam um perigo potencial no trânsito. Existem normas para seu estacionamento, a gente sabe, mas mesmo quando tais regulamentos são seguidos, ainda assim há o perigo. Claro, tais veículos, se é que assim se pode chamá-los, têm sido úteis. E dão uma idéia de atividade. Tem tanto pela cidade que dá a impressão de que existe por aí uma infinidade de obras em construção ou reforma.
De qualquer modo, especialmente quando se trata de trânsito e do uso da via pública, penso que se deve dar relevância também ao que chamei de perigo potencial. Quer dizer, é uma situação que pode aumentar o risco para quem trafega com algum veículo, como também para os pedestres. Aliás, vale lembrar, raramente se observa preocupação com os pedestres na regulamentação das coisas do trânsito. A consequência muitas vezes é que a via pública se torna mais perigosa e até mesmo andar pelas calçadas representa um risco.
Mas, voltando às caçambas, entendo que a coisa se complica ainda mais quando a colocação delas é feita a contrariar até as normas que regem o assunto, caso de duas colocadas há tempos na avenida Rio de Janeiro, quase esquina com Goiás. Uma delas, inclusive, em posição altamente perigosa. Claro, o motorista atento pode evitá-las, mas há risco inclusive em um eventual desvio inesperado. Penso que seria interessante uma vigilância mais adequada das autoridades competentes em relação ao assunto.
IPTU
Recebi o carnê do IPTU relativo ao atual exercício. E, logo de chapa, uma boa surpresa: o imposto está menor do que no ano passado, o que era esperado diante da aprovação de lei relativa ao assunto, no final de 96, conforme também com uma das promessas de campanha do atual prefeito. Imposto menor é sempre bom, constituindo outro dos bons efeitos da política de estabilização da economia. É, no caso, uma vantagem, porque a inflação oficial do ano esteve pela casa dos 10%, o que significa que se o IPTU tivesse sido mantido no mesmo valor do ano passado, isso já teria sido um ganho para o contribuinte.
Só uma coisa não agradou neste novo carnê: o dia do vencimento das parcelas mensais (porque, infelizmente, não vou poder pagar à vista, apesar do bom desconto oferecido para quem o fizer). O pagamento deve ser feito no dia 27 de cada mês. No ano passado, era no dia 29, e já dava problemas. O ideal seria no começo e não no final do mês, quando a gente recebe. Claro, para a Prefeitura, que paga (quando paga, naturalmente, o que se espera vai ser feito sempre, agora) seus funcionários no final do mês, é bom receber no dia 27. Para o contribuinte é que fica difícil. Ainda bem que a multa para quem atrasar não é abusiva, graças também à lei aprovada pela Câmara no ano passado. Mas o melhor é guardar o dinheiro para pagar no dia certo, ainda que com algum sacrifício.
CPMF
Atenção, senhoras e senhores: esta semana começam a tomar mais um pouco de dinheiro da gente. Entra em vigor a CPMF, sigla que significa Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira e que, vulgarmente, recebeu o nome de imposto do cheque. Não se trata de uma novidade, nós já pagamos isto há algum tempo. Mas, como dizem todos, dói do mesmo jeito.
Aí, claro, alguém vai dizer que isto é preocupação de rico, que pobre nem usa cheque. E como diziam os antigos (entre os quais tenho de me incluir) respondo com uma frase arcaica: ledo engano. Certo, quem usa cheque vai sentir no bolso a mordida. Mas quem não usa, também vai ser devidamente atingido. Começa com o salário: se voce recebe em depósito bancário, já vai ser cobrado quando movimentar a conta. Sim, quem ganha pouco terá compensado o salário, que não perde nada. Mas ainda assim, só na hora de retirar o dinheiro do banco, paga! Pior que uma alternativa que alguns pensaram, a de tirar tudo de uma vez e ficar usando o dinheiro, pode ser perigosa. Afinal, dinheiro no bolso representa uma série de riscos: entre elas, assalto e extravio.
Tem também o chamado efeito cascata. Quer dizer, o imposto atinge a todos e quem pode repassa. Empresas do Paraná garantem que não vão repassar, mas sempre tem quem o faça. O consolo está na letra P do novo tributo: é uma contribuição Provisória. Que não seja um provisório muito demorado.
Enfrentando o abuso





