Praça Londrina - Estelio Feldman
Uma assídua leitora e constante participante dos assuntos desta Praça ligou, segunda-feira, verdadeiramente irada para comentar a cena de irresponsabilidade da qual foi testemunha no trânsito. Conta que ficou abismada com o abuso de um motoqueiro que transitava, naquele dia, pelas 18 horas (horário de rush), na JK. Segundo diz, ele costurava por todo o lado, com a maior desfaçatez.
Mas isto não era tudo. Tanto o motoqueiro quanto sua acompanhante estavam sem capacete, o que já é evidência de descaso com a própria vida. Mas o pior é que o jovem condutor, além das barbaridades que cometia, estava falando no celular. O aparelho, preso no ombro, e tanto ele quanto sua acompanhante participavam do diálogo.
A leitora viu de relance (eles passaram rapidamente) a placa, e só não a divulgo porque ela própria estava insegura e a gente não quer fazer uma denúncia que pode não ser correta. O que importa, porém, é todo o absurdo da situação, a irresponsabilidade. Usar celular dirigindo automóvel já é uma estupidez, que dizer então de quem o faz pilotando uma moto? Coisa de louco.
Estou sabendo que foram reiniciadas as ações da polícia de trânsito para combater excessos. Estão usando até radar, o que é adequado. Penso que é bom que se atente para os motoqueiros sem capacete, assim como para quem anda de carro sem cinto de segurança. E que se alerte mais sobre esta irresponsabilidade de usar o celular no trânsito.Desperdício
A propósito, ainda, de comentários publicados sobre a Rodoviária de Londrina, fui informado que a água consumida ali vem de um poço artesiano. Quem passou a informação disse que, por isto, não procede a preocupação do leitor que criticou o desperdício do precioso líquido no sanitário da Rodoviária.
Discordo, frontalmente. A questão não é da origem da água mas do desperdício em si. A Rodoviária é gerida por um consórcio, logo o consumo de água não é uma questão que envolva o dinheiro público. Mas o desperdício é que é inaceitável em qualquer circunstância. Até mesmo nas residências, ainda que as pessoas possam dizer que estão pagando a água que consomem ou que jogam fora.
Ocorre que água é hoje uma questão que precisa ser tratada com cuidado. Observem a Cúpula da Terra, que se realiza em Nova York: o abastecimento de água potável é considerado o problema vital para o futuro do planeta. Hoje, dizer que porque paga não tem que dar satisfações é um equívoco. Vivemos num mundo só e cada um é responsável por tudo, inclusive pela água, pelo ar, pela vida. A sujeira que produzimos prejudica os outros.
A Rodoviária precisa conter o desperdício de água porque isto não é aceitável em nosso tempo. E cada um deve adotar todas as cautelas para evitar gastos dsnecessários não só para diminuir as despesas pessoais mas devido ao interesse coletivo.Mais abuso
Outra leitora ligou para falar a respeito de um ponto muito perigoso, também na JK, este bem perto da Tiradentes. Conta que por muito tempo os moradores pediam algum tipo de providência às autoridades do trânsito porque era um risco atravessar a JK, notadamente nas proximidades do Cedro Hotel. Os motoristas, apesar de pouco antes haver uma lombada eletrônica, ou até por isto, passavam em enorme velocidade, sem qualquer respeito aos pedestres.
O apelo dos moradores teve resultado: foi instalado um sinaleiro na esquina da JK ao lado do referido hotel. Só que o problema persiste, por um motivo: os motoristas que passavam correndo pelo local, quando não havia semáforo, agora continuam passando do mesmo jeito. Atravessam o sinal vermelho sem qualquer preocupação ou cuidado. Quer dizer, o perigo fica ainda pior porque se um pedestre vai atravessar, confiante no sinal, corre o risco de ser apanhado por um destes irresponsáveis do volante.
O problema também existe para quem vai entrar na JK, aproveitando o sinal, que é de três tempos. Quem vem da Tiradentes não respeita nada e se não aconteceu ainda algum acidente grave ali é por acaso.
A leitora disse que, segundo o Ippul, não é possível colocar um quebra-molas ali. E ela perguntou então o que fazer ou a quem apelar diante do desrespeito que se observa no local. Veio à Praça.Mais que merecida





