Praça Londrina - Estelio Feldman
Continuo a receber queixas e apelos sobre a falta de segurança nas ruas centrais de Londrina. Não há dia em que não receba telefonema, recado ou até apelo pessoal a respeito. De modo geral, as pessoas dizem que está cada vez mais perigoso andar pela Cidade - notadamente no centro - à noite. E olhem que não se fala de altas horas, madrugada, mas de horários em que normalmente muita gente está nas ruas. Já das 10 da noite em diante, comentam, é arriscado demais.
Um dos pontos negros, pelo que me disseram, é a área dos fundos da Catedral. A calçada ao lado do Bosque, então, é roteiro para quem quer ser atacado. Isto sem falar da novidade, garotos de programa que fazem ponto ao redor da citada Catedral.
Segundo informações publicadas ultimamente, a PM recebeu mais viaturas, vai ganhar também mais policiais. E penso que só a presença física de policiais pelas ruas, na ação preventiva, pode mudar este quadro. Normalmente, a simples ronda de policiais serve para diminuir o risco porque os marginais não são loucos: se há policiamento, vão procurar outras áreas. E se houver policiamento em toda a Cidade, aí, então, os larápios vão trabalhar em outra freguesia.
Creio que a população londrinense merece uma atenção maior das autoridades no sentido de melhorar a segurança, de dia como à noite. E não acredito que seja difícil atender a tal reclamo. Não penso em arrastão policial, em blitz, só em policiamento permanente, o que já seria suficiente.Juros
Alguns noticiosos da TV têm enfatizado aquilo que a gente vem comentando e alertando aqui: os juros cobrados sobre as vendas a prazo. O alerta é o mesmo: mesmo nas ofertas que parecem mais de acordo com a realidade atual, com inflação baixa, ainda há abusos de tal modo que o comprador acaba pagando muito mais do que seria aceitável em uma economia normal.
O apelo ao crediário tem crescido na medida em que é maior a dificuldade para adquirir os chamados bens de consumo durável à vista. Todavia, é preciso que o consumidor se torne cada vez mais cauteloso. Tem havido - conforme a TV inclusive revela com números - propaganda enganosa. Isto, sabe-se, é passível de processo. Entretanto, ao consumidor o que interessa não é uma boa briga e sim uma compra razoável. Logo, continua a valer o cuidado individual. Não se trata de lançar aqui uma política de cada um por si mas de insistir em que, efetivamente, o mais importante é que o comprador faça as contas, se acautele, cuide dos próprios interesses, antes de comprar.
Segundo dados da CNI, a indústria brasileira apresentou um bom nível de crescimento em maio. Mas os próprios especialistas consideram que isto não mostra uma tendência, assinalando inclusive que o índice deve cair até porque o consumidor está chegando ao seu limite. É um momento em que o consumidor precisa manter sua cautela.O Cangaceiro
Como era fácil prever, o filme nacional O Cangaceiro ficou só uma semana em cartaz, em Londrina. Levou mais de um ano para aparecer (ficou um tempão sendo anunciado) e já deu lugar, sexta-feira passada, ao novo megassucesso de Steven Spielberg, Mundo Perdido, que está sendo exibido simultaneamente no centro e no Catuaí. E com muita gente, repetindo o sucesso que vem fazendo por toda parte - está em segundo lugar entre os mais vistos atualmente nos Estados Unidos.
Bem que tinha avisado: quem pretendia ver o filme nacional tinha de correr. A responsável pela programação dos cinemas locais comentou que não havia outra solução porque o filme não atraiu público. Até lamentou, dizendo que se trata de uma película movimentada. Mas é assim: se não dá público, tem de sair. O que é uma pena, porque, naturalmente, persiste aquela sina do cinema nacional: alguns fazem força, mas falta alguma coisa para que ocorra a resposta das bilheterias. E sem isto, não tem jeito.
Vamos ficando mesmo é com a produção norte-americana. Eles continuam sabendo como fazer cinema comercial. Investem milhões, mas recuperam tranquilamente nas bilheterias. E já está chegando por aí a nova safra do chamado verão norte-americano, muitos filmes bem movimentados, misturando principalmente pauleira e piadas (também com uma dose de sexo), fatores certos para boas bilheterias.Cuidado com as crianças





