O leitor José Luiz dos Santos, ‘londrinense de nascimento e de coração’, manda uma carta com sérias reclamações, abrangendo vários assuntos. Com um senso de humor fantástico, diria que as afirmativas do leitor só não podem ser consideradas cômicas porque levantam problemas sérios e que deveriam merecer muita ponderação.
O sr. José Luiz aponta dois problemas na Rodoviária. O primeiro, o do desperdício. Conta que verificou que, das 12 torneiras existentes no sanitário masculino, 6 não fecham. Jorram água 24 horas por dia. E pergunta: a campanha para evitar o desperdício é só para o povão, não atinge a Rodoviária?
Mas tem coisa ainda pior. Ele revela que levou um dia sua avó, dona Filomena, de 80 anos, para embarcar para Nova Fátima. Conta que a senhora gosta de viajar de ônibus. Daí, chegou lá e foi barrado pelo atendente da empresa Princesa do Norte: não podia levar a avó até a porta do ônibus, colocá-la no coletivo. Era, disseram a ele, norma da Administração. O sr. José Luiz foi à Administração e informaram que a exigência é das empresas. Sugeriram que fizesse uma reclamação por escrito. O leitor não o fez porque, como pondera, seria perigoso que dona Filomena estivesse até agora à espera para embarcar. Conta que ficou com medo que a questão fosse levada à Câmara que, certamente, só poderia resolver o assunto em agosto, depois do recesso de julho. Outras queixas dele ficam para a próxima semana. Vale a pena esperar.Bandeirantes-2
Ontem saiu a nota sobre a reclamação de uma leitora relativa à insegurança na av. Bandeirantes, com destaque para a dificuldade dos que têm de entrar naquela via vindo pela Borba Gato. Pois ontem mesmo, outro leitor ligou para dizer que foi vítima daquele cruzamento. Sem visibilidade, acabou se chocando com um carro que vinha pela Bandeirantes, logo pela manhã. Uma das testemunhas do acidente foi precisamente a leitora que havia me ligado e que falou que há tempos vinha advertindo sobre o risco ali existente.
O leitor que acabou acidentado pondera que os carros que passam pela Bandeirantes circulam com velocidade muito elevada. E afirma entender que o fato de a artéria ser preferencial não autoriza tais abusos, ainda mais devido à proximidade de um hospital. E mesmo considerando quase uma agressão a instalação de algum obstáculo naquela artéria, diz pensar que talvez seja a única alternativa.
Creio que há outras, mas é certo que alguma coisa precisa ser feita para diminuir os riscos tanto para quem tem de atravessar a Bandeirantes como até pelos que passam por aquela avenida, inclusive pedestres. Tive um amigo que foi atropelado ali, há alguns anos, defronte mesmo do Evangélico, o que é um verdadeiro absurdo. Não precisamos esperar por mais tragédias para que se adotem providências capazes de diminuir os riscos daquela avenida.Solidariedade
Importante este movimento lançado no sentido de se socorrer as vítimas do furacão que praticamente destruiu a cidade de Nova Laranjeiras. As cenas da catástrofe foram chocantes, a situação real é muito séria e sem um apoio efetivo da população do Estado, principalmente, vai ser difícil a reconstrução.
Natural que se pode dizer que quem tem de ajudar diretamente é o Governo do Estado. Também aceito a opinião dos que pensam que a principal parte da tarefa incumbe aos moradores da cidade. Verdade. Entretanto, é preciso que haja ajuda externa, porque em certos momentos só a luta individual dos que foram atingidos pela tragédia é insuficiente.
Tenho a convicção de que o apelo estadual já lançado vai atingir seu objetivo. Os paranaenses têm sido solidários com os irmãos brasileiros em muitas oportunidades. Agora, quando a tragédia é local, creio que é que não pode faltar o apoio para a reconstrução da cidade, a retomada da vida por parte da população.
A tragédia foi imensa, mas o desafio de recuperar a cidade não é impossível. Ao contrário: com a mobilização que já ocorreu, tenho a convicção de que em pouco tempo os habitantes de Nova Laranjeiras vão ter reconstruído sua cidade e retomado a vida, com a garra que fez não só o Norte mas todo o Interior do Paraná. Não creio que o calor da solidariedade vá faltar agora aos irmãos que sofrem tão perto de nós.Protesto contra o Country

mockup