Para um contato formal e, basicamente, a fim de colocar o Ippul à disposição para esclarecimentos, informações e participação, estiveram ontem na Praça, acompanhados do assessor de Imprensa, Caio Julio Cesaro, o presidente Mário Stamm Junior e o diretor do sistema viário do órgão, Juan Carlos Monastério.
Foi um encontro muito abrangente em que os mais importantes temas atuais relativos ao trânsito local e, também, questões ligadas ao planejamento, com uma visão ampliada dos problemas, foram abordados. É valioso sentir a preocupação e disposição dos responsáveis pelo órgão, que se revelam interessados em enfrentar os problemas e em conseguir soluções, contando sempre com o respaldo do público.
Muitos assuntos foram abordados desde os estudos sobre a reabertura da rua Piauí, no centro, onde agora funciona o Zerinho, ao Plano Diretor, passando pelas preocupações com áreas de estacionamento, melhoria do fluxo na área central, sinalização, participação conjunta para solução dos problemas. Praticamente todos os temas que preocupam os londrinenses envolvendo o caótico trânsito de Londrina.
O que ficou bem clara para mim foi a preocupação real percebida junto aos responsáveis no sentido de encontrar soluções para melhorar a situação do trânsito londrinense. Este é um excelente ponto de partida. Para estabelecer uma grande parceria entre o Ippul e a Praça, os leitores todos estão convidados a oferecer suas sugestões e a fazer as críticas, com a convicção de que serão ouvidos e atendidos.Av. Bandeirantes
E muito a propósito recebi o apelo de uma leitora que mora na rua Borba Gato, quase esquina com a avenida Bandeirantes. Ela foi direto ao ponto: diz que há quase um mês está tentando conseguir falar com alguém sobre a situação - dramática, afirma - da região, no que tange ao trânsito. Diz a leitora que a Bandeirantes, uma das avenidas mais movimentadas, está totalmente abandonada. Tem dois quebra-molas que sequer são pintados. E, conta, a velocidade ali é terrível.
Como, para sair de casa, precisa subir a Bandeirantes, enfrenta o que considera ser uma ‘roleta russa’ devido à falta de visibilidade e de sinalização capaz de ajudar os motoristas. Acidentes, declara, ocorrem a toda hora e ela, como o marido e os filhos, vive em constante preocupação em relação à própria segurança. A leitora comenta até que percebeu muitos equipamentos na rua Belo Horizonte (como prismas, por exemplo) e diz não entender por que é que não se dá atenção à avenida Bandeirantes, no seu entender bem mais perigosa e carente de atendimento.
Passei há alguns dias por lá e acabo concordando com a leitora. De fato, existe abuso de velocidade (o que, infelizmente, acontece em quase toda a Cidade), e a situação das transversais é muito complicada, seja para entrar na Bandeirantes ou para ir para uma delas. Reclama providências urgentes.Zerinho
Em relação ao Zerinho, os responsáveis pelo Ippul confirmaram a existência de estudos para a possível reabertura da rua Piauí. Tudo está, ainda, como deixaram bem claro, na área dos estudos. Serão realizadas pesquisas, inclusive levando em conta o fluxo de veículos e as vantagens e desvantagens decorrentes da reabertura da rua. Paralelamente, porém, caso haja uma definição no sentido de restabelecer o tráfego ali, serão realizadas obras complementares para manter o espaço de lazer dos moradores na área central.
Penso que vai haver muita polêmica a respeito. Entretanto, concordo que a idéia precisa não só ser vista sob o ponto de vista emocional ou do interesse de alguns, mas de modo bem amplo, levando-se em conta as variáveis relativas a todos os aspectos da questão.
Não existe, aqui, nenhum interesse em criar entraves. O espaço continua aberto para que os leitores opinem em todos os sentidos. Como foi possível sentir, no contato com Stamm Junior e com Juan Carlos Monastério, existe uma abertura muito grande no sentido de analisar esta e outras questões, buscando sempre as soluções mais adequadas dentro, inclusive das complexas limitações que existem em relação ao trânsito no centro da Cidade, que constituem um enorme desafio diante do próprio volume do tráfego na área.Muitos problemas

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