Um sinal efetivo da estabilidade da moeda é o surgimento de novas lojas que vendem tudo a apenas R$ 1,99. Tenho notado, nas andanças pela Cidade, cada vez maior número de tais estabelecimentos. E o que é mais interessante: entrar e perceber que existe muita coisa sendo ali oferecida, a um preço bem cômodo. Há muitas utilidades domésticas, uma imensidão de itens, alguns até em conjunto, o que faz a coisa ficar ainda mais barata. Eu mesmo comprei um conjunto de 7 cabides pelo valor de R$ 1,99. Em qualquer lugar da Cidade, você paga muito mais do que isso por um cabide.
O risco nessas lojas é que, diante do preço baixo, a pessoa acaba se esquecendo da vida e começa a pegar coisas. Daí, vem a multiplicação: quem levar dez itens vai estar gastando quase R$ 20,00. Quer dizer, mesmo em tais estabelecimentos continua a valer a outra lei do consumo - a de manter controle sobre a compulsão - porque senão o barato pode acabar ficando caro.
Segundo alguns levantamentos, aliás, o consumo do brasileiro está baixando nos últimos tempos. Efeito, naturalmente, dos gastos maiores do final de ano, do salário também estável, da pressão das prestações. Estamos ainda aprendendo a viver em uma economia com preços mais ou menos fixos.O cheque

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