Praça Londrina - Estelio Feldman
Encontrei, ontem pela manhã, com alguns funcionários da Sercomtel que, no fim de semana, participaram do arrastão destinado a arrecadar roupas, cobertores e mantimentos para a Campanha do Agasalho que mobilizou Londrina. O sentimento comum entre eles era o de uma satisfação profunda não só com os resultados - a arrecadação foi, conforme tem sido noticiado, muito boa - mas de intensa alegria pela participação no evento.
É o que a gente já percebeu: ajudar os outros, faz bem. Muita gente, que trabalha normalmente a semana toda, simplesmente se dispôs a trabalhar no fim de semana, sem vencimentos, sem qualquer outra recompensa que a atividade em si. Houve quem passou o dia inteiro ali, participando, sem pensar em si em nenhum momento. E todos quantos conversaram comigo deixaram a impressão de que estavam não apenas contentes pelo que puderam fazer mas dispostos a fazer de novo, se for necessário.
E penso que vai ser. O frio que está fazendo - e o inverno ainda nem começou - dá a impressão de que vamos ter alguns meses muito difíceis, principalmente para os mais carentes. Não podemos pensar que já foi feito o suficiente. É só o começo. Insisto em que não podemos permitir que ninguém morra de frio e, nem mesmo, que as pessoas em Londrina sofram com isto.
Com a disposição que notei entre os que participaram do arrastão acredito que uma vez mais o calor da solidariedade dos londrinenses vai vencer o frio, por mais forte que ele venha.Lixo reciclável
A reciclagem do lixo ajuda o meio ambiente. Esta é uma informação que veio junto com tantas outras relativas ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 5. Segundo dados levantados pela Greenpeace, o processo de reciclagem causa menos poluição do ar e da água, além de gerar cinco vezes mais empregos. Nos Estados Unidos, foi criado o Museu do Lixo, para conscientizar as pessoas sobre o problema.
Entre nós, a reciclagem ainda caminha muito lentamente. Não temos, em Londrina, a coleta de lixo reciclável em toda a Cidade. E, mesmo onde existe, ainda falta consciência da população no sentido de fazer a separação. No entanto, é importante insistir no tema inclusive porque precisamos perceber que o ser humano produz lixo demais e, se não tomar cuidado, pode se afogar nele. Precisamos mudar nossos hábitos urgentemente para preservar o ambiente em que vivemos e que está cada vez mais poluído, mais perigoso, mais ameaçador.
Mudar de hábitos, mudar a educação, estes são verdadeiros desafios para uma humanidade que não percebeu, ainda, o risco que corre diante do abuso destrutivo do homem neste planeta, ao longo dos milênios. Neste último século, houve uma explosão populacional como nunca antes, na História. Penso que o mundo tem condições de abrigar, alimentar e sustentar toda esta gente. Mas é preciso alterar radicalmente o modo de viver, como meio de garantir a nossa sobrevivência.Santa Casa
Do leitor Benjamin Gil, recebo uma carta contendo fortes críticas à atual direção da Santa Casa. Como todos quantos vivem aqui há muito tempo, tenho pela Santa Casa um carinho especial. Até já fui operado lá.
O leitor comenta um pouco da história do hospital, lembra que foi fundado por pioneiros, erguido com muito amor e dedicação, mas denuncia: Hoje não atende mais os pobres, os chamados indigentes, tendo assim desvirtuada sua finalidade.
O sr. Gil comenta as queixas que tem surgido quanto ao atendimento da Santa Casa, lembrando até a notícia de um senhor de idade que morreu por falta de atendimento no hospital. E contesta até o slogan da atual administração que diz que a prioridade é a vida.
Até pelo amor que tenho pela Santa Casa, sinto-me até incomodado por publicar a crítica do leitor. Todavia, entendo que o espaço existe exatamente para isto, para que o público faça suas reivindicações e queixas sem censura. A gente sabe que todo o esquema de assistência à saúde, no Brasil, é deficiente, que faltam recursos, que os hospitais de modo geral têm sido muito prejudicados pelo pagamento pequeno e atrasado por parte dos órgãos oficiais.
Nunca tem faltado apoio da população aos reclamos de entidades como a Santa Casa. Logo, se há queixas quanto ao atendimento, é justo apresentá-las na certeza de que a direção do estabelecimento vai tentar resolver estes problemas.O Mappin chegando





