Praça Londrina - Estelio Feldman
Durante muitos anos, na época da guerra fria, usou-se muito o termo coexistência pacífica, a simbolizar a necessidade de o mundo conviver apesar das enormes diferenças entre Ocidente e Oriente. Bom, com o fim da União Soviética, isto mudou. Mas atualmente (e nem precisamos dos ecologistas para nos lembrar) a humanidade tem que aprender a coexistir pacificamente com o meio ambiente. Nesta Semana dedicada ao assunto, e mesmo sem este motivo, temos sido bombardeados com informações sobre o fato de que o homem está liquidando o meio em que vive e que, por isto, ameaça a si próprio.
Acontece que a gente não pode pensar em restaurar as florestas e voltar para o mato, a fim de preservar a vida. É preciso estabelecer justamente um meio de se conviver com as necessidades de preservação ambiental e os reclamos do homem.
O repórter fotográfico Josoé de Carvalho, que, sempre atento, nos traz alguns flagrantes interessantes, percebeu um bem significativo, no Calçadão: uma árvore praticamente embutida no quiosque de café, instalado ali, pertinho da Praça Gabriel Martins. A construção toda foi feita de modo a manter a árvore, que parece mesmo incluída no projeto. Pode não se tratar do melhor exemplo da convivência do homem com o seu meio e é muito provável até que os ecologistas apresentem sérias críticas à solução encontrada, mas não deixa de ser uma interessante amostra de tentativa de acomodação. Juntos, o estabelecimento comercial e a árvore, convivendo pacificamente.Horário
Muito atenciosamente, a direção do Colégio José de Anchieta procurou esta Praça para comentar a nota relativa à queixa de uma senhora que se mostrava preocupada pelo fato de a escola só abrir o portão, para o período da tarde, pelas 13 horas, com o que muitas crianças ficavam na calçada, à espera, correndo riscos. Segundo a informação, o portão para os alunos no período vespertino é aberto às 12h45, meia hora antes do início das aulas do período. Adicionalmente, a direção revelou que não tem pessoal para manter os portões permanentemente abertos. Mas considera que também não há necessidade de o aluno chegar mais cedo que isto à escola.
Bom, penso que a solução para os pais de alunos é exatamente esta: levá-los ou mandá-los à escola dentro do horário em que os portões se abrem. Ou, caso haja algum problema, deixar alguém com a criança na calçada, até que o portão seja aberto.
Curioso foi que, no contato mantido com a direção do estabelecimento, ouvi a informação segundo a qual a mãe que reclamou aqui deveria ter procurado a escola. Acontece que muitas vezes as pessoas ficam com medo mesmo de reclamar ou pedir alguma coisa diretamente. É uma situação que se pode compreender porque ainda estamos engatinhando no processo de percepção de nossa cidadania. Um dia isto vai acontecer: as pessoas vão reclamar pessoalmente os seus direitos. Ainda chegamos lá.Lixo reciclável
A reciclagem do lixo ajuda o meio ambiente. Esta é uma informação que veio junto com tantas outras relativas ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado ontem. Segundo dados levantados pela Greenpeace, o processo de reciclagem causa menos poluição do ar e da água, além de gerar cinco vezes mais empregos. Nos Estados Unidos, foi criado o Museu do Lixo, para conscientizar as pessoas sobre o problema.
Entre nós, a reciclagem ainda caminha muito lentamente. Não temos, em Londrina, a coleta de lixo reciclável em toda a Cidade. E, mesmo onde existe, ainda falta consciência da população no sentido de fazer a separação. No entanto, é importante insistir no tema inclusive porque precisamos perceber que o ser humano produz lixo demais e, se não tomar cuidado, pode se afogar nele. Precisamos mudar nossos hábitos urgentemente para preservar o ambiente em que vivemos e que está cada vez mais poluído, mais perigoso, mais ameaçador.
Mudar de hábitos, mudar a educação, estes são verdadeiros desafios para uma humanidade que não percebeu, ainda, o risco que corre diante do abuso destrutivo do homem neste planeta, ao longo dos milênios. Neste último século, houve uma explosão populacional como nunca antes, na História. Penso que o mundo tem condições de abrigar, alimentar e sustentar toda esta gente. Mas é preciso alterar radicalmente o modo de viver, como meio de garantir a nossa sobrevivência.Beato José de Anchieta





