A primeira grande festa deste junho é o Dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Até por isto, a véspera do Santo Antônio é o Dia dos Namorados. Antigamente, as jovens casadouras faziam muitas sortes na data para saber quem seria o seu futuro companheiro. Hoje, nem sei se há quem ainda faça adivinhações. Mas o dia persiste, e vai continuar enquanto houver namorados, o que quer dizer, espera-se, que exista para sempre.
Como acontece sempre em tais ocasiões, o comércio também tenta tirar sua casquinha, o que não é pecado. Mesmo porque, dar presentes nesta data é uma coisa legal. Como dizia meu amigo padre Alfiero, o amor precisa de gestos. E um presente, uma flor, um perfume, uma coisa simples, é um gesto a confirmar o carinho.
Claro, o presente não é o mais importante. O melhor é o sentimento mesmo, o amor, o querer bem, a vontade de fazer o outro feliz. Penso que enquanto se conservar o sentido de festas como esta, dos namorados, ainda haverá esperança para este mundo. Pois, como perguntam muitos, o que vale a vida sem amor? E o amor jovem, puro, aquela descoberta fantástica que se renova em cada casal que começa a conjugar conjuntamente o verbo amar, constitui a verdadeira mola propulsora deste mundo.
Vamos festejar mesmo este Santo Antônio e este Dia dos Namorados, sem esquecer, claro, os outros santos deste mês especial, com presentes no dia 12 e muito carinho no resto do tempo.O Parque
Não deu nem tempo para sequer se começar a pensar no assunto em termos concretos e já se formou uma tremenda onda contra a cessão do Parque Arthur Thomas para que Beto Carrero monte lá um parque, ao estilo do que funciona em Santa Catarina. Os ecologistas reclamam, dizem que o projeto (que, vale repetir, ainda nem foi sequer formulado) vai prejudicar o ecossistema, vai contra a lei que criou o local, vai destruir a vida natural.
Claro, isto faz parte de uma estratégia muito comum: ataca-se antes mesmo da guerra começar para tentar impedir que sequer se estude ou aprofunde a idéia. Mas isto pode acabar prejudicando muito mais do que a eventual instalação de algum tipo de empreendimento turístico no local.
Já na semana passada, quando comentei o assunto, já havia antecipado que tinha gente anunciando que iria à Justiça para obstar o projeto. A reação parece que está sendo até pior, e ameaça inclusive inviabilizar até os possíveis estudos. E os prejuízos em função disto serão imensos.
Quem vai pagar? Os ecologistas? A Cidade, claro, que fica ameaçada de perder uma iniciativa que sequer está tendo ocasião de ser estudada.
Não foi Beto Carrero quem procurou Londrina para instalar alguma coisa aqui. Foi Londrina quem o chamou. Não creio que o empresário pretenda se indispor com alguém, o que significa que, se persistir esta campanha, o projeto acaba morrendo antes de sequer ter ocasião de ser gestado.Donos da rua
Um leitor liga para reclamar do que considera um abuso cometido contra os pedestres por um estabelecimento comercial na rua Maringá. Conta que naquela artéria, esquina com a rua Ibiporã, a calçada é utilizada como ‘estacionamento para clientes’. E os pedestres têm é que resolver seu problema, disputando com os carros e, não raro, precisando ir para a rua a fim de passar.
Lamentavelmente, não é uma situação única nesta cidade em que alguns se colocam como verdadeiros ‘donos da rua’, reservando espaços ilegalmente. Outro leitor, comentando o mesmo assunto, chamava a atenção para o fato de alguns comerciantes estabelecerem suas próprias ‘faixas’ nas calçadas, principalmente na região central (que, aliás, sofre com a falta de espaço para o estacionamento de veículos). Conta este último leitor que teve de enfrentar o dono de um estabelecimento por haver estacionado no local que, arbitrariamente, tinha sido ‘reservado’.
Como, infelizmente, as reclamações publicadas no jornal ou feitas pelo rádio não produzem qualquer efeito para estes ‘donos da rua’, a gente tem é que apelar para as chamadas autoridades competentes, os policiais de trânsito que precisam obstar a prática do estacionamento nas calçadas, e os responsáveis pelas medidas mais amplas, que não podem permitir que os particulares estabeleçam territórios na calçada ou no meio-fio.Cuidado com as crianças

mockup