Praça Londrina - Estelio Feldman
Li ontem, em um jornal da Capital paulista, que uma pessoa morreu de frio, na madrugada de domingo, nas ruas da maior metrópole brasileira. É inaceitável. Temos muitos pobres neste rico país, e não será fácil resolver os dramas sociais, as diferenças que são imensas. Entretanto, não se pode permitir que gente morra de frio nas ruas de nossas cidades. Sei que vão dizer que tem gente morrendo de fome, o que também é inaceitável. E também reconheço que é a fraqueza provocada pela miséria que torna ainda pior a situação e acaba levando o ser humano à morte pelo frio.
Porém, não podemos perder a sensibilidade diante de todos estes dramas. O que nos leva à necessidade de uma luta permanente para, pelo menos, minimizar o drama dos mais carentes.
Londrina, felizmente, está em franca luta no sentido de atender aos que enfrentam os rigores do frio. Há uma série de campanhas em andamento. Neste sábado, inclusive, vai acontecer um arrastão por toda a Cidade para arrecadar agasalhos, cobertores, sapatos, comida também, dinheiro se for o caso. Mas é preciso pensar nos que estão pela rua, nos que podem morrer de frio na calçada, debaixo de algum viaduto.
Há entidades que, principalmente nesta época, fazem um trabalho de busca pelas ruas da Cidade, para tentar abrigar os desamparados. Penso que isto tem de ser ampliado para que ninguém morra de frio nas ruas de nossa Londrina, por falta do calor da solidariedade humana.Confusão
Sábado pela manhã, o trânsito pela av. Higienópolis, especialmente no sempre movimentado cruzamento da JK, estava terrível. Um dia com menos movimento acabou sendo complicado porque operários (certamente da Prefeitura) estavam pintando faixas naquele cruzamento.
Um antigo assessor da Câmara informou que existe uma lei municipal determinando que obras em vias públicas, incluindo naturalmente as necessárias pinturas de faixas para o trânsito, devem ser realizadas em dias e horários fora do período de atividade útil. Claro que aí começa uma discussão interessante: sábado será dia útil?
Acontece que para muita gente, é. O comércio funciona normalmente, pelo menos até as 13 horas (não vamos contar com o comércio dos shoppings, cujo horário ainda vai mais longe). Muitos serviços também realizam suas atividades no sábado pela manhã. E, embora isto possa parecer incrível, existem escolas que têm aulas nas manhãs de sábado.
Logo, pintar faixas em avenida tão movimentada quanto a Higienópolis, ainda mais na confluência de outra igualmente concorrida quanto a JK, num sábado de manhã, não é uma medida correta. E, aparentemente, vai contra o próprio postulado de uma lei municipal.
Normalmente, o trânsito de Londrina já é caótico. Pedir que a Prefeitura, pelo menos, não atrapalhe ainda mais, não parece ser muito.Gincana
Bem a propósito do comentário sobre as campanhas que se realizam em Londrina visando conseguir doações para ajudar as entidades assistenciais, nesta época dura do ano, recebo a informação sobre a Gincana do Marista, que começa hoje e vai até o próximo dia 6. A notícia me foi passada pela Equipe Fuzuê, uma das oito que participam da Gincana e que, entre muitas tarefas, vai justamente incluir doações de alimentos, para ajudar os mais carentes.
Gincana, vocês sabem, é um tipo de disputa muito interessante e que, bem conduzida, não movimenta apenas os participantes mas toda a Cidade. Esta do Marista, segundo informam, incluirá, também, atividades culturais, esportivas e recreativas.
Isto significa, entre outras coisas, que um bocado de jovens vai estar pelas ruas da Cidade, nestes 3 dias, procurando atender as mais variadas exigências dos promotores, o que dá justamente o sabor da coisa. Quanto mais difícil a tarefa, naturalmente, maior o total de pontos.
O importante é que haja uma preocupação básica entre os participantes e os organizadores: a de evitar abusos, correrias pelas ruas, coisas que possam de algum modo criar perigo para os que fazem parte das equipes ou a população em geral. De outro lado, é importante a participação da população quando solicitada em algumas das tarefas, o que normalmente tem acontecido.No cumprimento do dever





