Levantamento divulgado no final de semana revela que o consumo de alimentos e artigos de limpeza está em queda nos maiores centros - a região da Capital paulista e também o Grande Rio. Segundo os analistas, este deve ser visto como um sinal de alerta porque, quando há uma queda no consumo naquelas regiões, normalmente esta situação vai alcançar todo o País.
Os especialistas assinalam que os índices observados em São Paulo e Rio podem representar uma tendência diante do começo da queda na melhoria das condições de consumo de uma grande parcela da população que conseguiu se integrar à economia com o Plano Real. Os dados atuais, revelam, não chegam a configurar uma situação que possa ser considerada alarmante, neste momento. Entretanto, consideram que toda a retração, mesmo que em pequena escala, deve merecer atenção porque, em última análise, pode estar antecipando problemas.
O Plano Real possibilitou a uma faixa muito grande da população o acesso ao consumo, notadamente de generos alimentícios. Trata-se de um efeito positivo dos mais importantes e de uma situação que precisa continuar até porque representa o resgate social de amplas faixas da população que viviam marginalizadas nos últimos anos.
Entre nós, não têm sido detectados ainda sinais desta queda. Ademais, os preços de alimentos continuam estáveis. Segundo os técnicos que acompanham a inflação, justamente por causa disto é que os índices inflacionários continuam baixos.Tarifas
Um leitor liga para reclamar do aumento que percebeu na tarifa de energia elétrica em sua conta deste mês. Contou que, para o mesmo consumo observado no mês passado, houve uma alta muito acentuada, que ele calcula em mais de 60%. Antes de ligar para a Praça, ele ligou para a Copel e foi informado de que não se trata de aumento mas do corte em subsídios.
Quer dizer, o nome é diferente, mas o efeito é o mesmo. Sabe-se, perfeitamente, que estamos entrando numa nova fase na própria vida econômica do País e que isto implica em problemas, como estes dos subsídios. Vocês sabem, subsídio é um tipo de benefício que alguém recebe mas que outros pagam. Quanto se suprimem os tais subsídios em tarifas, o que se tem é que quem consome paga o valor estabelecido.
O problema no caso da energia elétrica, como em relação à água, é que se vier a ser cobrado o valor efetivo de todos, os mais carentes vão ter problemas. Os tais subsídios sociais, pelos quais quem consome menos paga um valor inferior, são importantes quando se sabe que para os mais pobres qualquer despesa é dura. E água, como luz, se insere entre as coisas mínimas que as pessoas devem ter. Já não seria o caso do telefone, por exemplo, ainda considerado um luxo, em país subdesenvolvido como o nosso.
Enfim, não houve aumento, mas a tarifa ficou mais cara. O jeito é racionalizar o uso para diminuir a despesa.Resgate histórico
Sabem todos quantos me acompanham nesta Praça que se existe uma coisa que aprecio muito é a História. História, mesmo, com agá maiúsculo, o relato dos fatos que contribuíram para nos oferecer o que temos hoje.
Entendo que um povo que não leva em conta seu passado, que não cultua seus heróis, que não respeita os que vieram antes e o que fizeram, não tem futuro. Não se trata nem de considerar aquela idéia segundo a qual quem não aprende com os erros do passado corre o risco de repeti-los, mas de entender que respeito é uma coisa que só se consegue quando se o dá primeiro.
Tudo isto vem a propósito de uma revelação que me foi feita esta semana. Na semana passada, comentei sobre a Imagem de Nossa Senhora, que está entronizada na praça diante do Colégio São Paulo. Fiquei sabendo que aquela imagem foi doada à Cidade pela família Durães e pela família de Otávio Sales. Quando a Imagem foi entronizada, havia ali uma placa indicando a doação. Pois é: os dizeres relativos a isto foram apagados à máquina.
O motivo deste gesto não me foi imformado. Mas, seguramente, trata-se de um gesto mesquinho de alguém muito pequeno. Este registro não resolve a questão. Os que estão lendo isto, ficam sabendo da doação. Mas é preciso mais. Creio que as autoridades culturais de Londrina poderiam tomar medidas para restaurar os dizeres da placa a fim de que permaneça o registro.Último feriadão

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