Praça Londrina - Estelio Feldman
A propósito de comentário feito, sob o título acima, esta semana, recebi extensa correspondência da Secretaria da Cultura, com informações sobre a política cultural da atual administração, o que inclui a destinação da Concha Acústica. Por enquanto, vamos nos deter então no tópico relativo a ela, ainda mais porque há uma resposta sobre o pleito da Memphis Band que quer se apresentar ali em agosto, para marcar o aniversário da morte de Elvis Presley.
Segundo a informação, a Concha Acústica, um espaço democrático e nobre da cidade, passou recentemente por reformas e foi entregue à população no último dia 11, com apresentação de um concerto da Orquestra de Câmara de Londrina e coral da igreja Adventista do 7º Dia. Para o local, está sendo elaborado calendário de eventos culturais promovidos pela Secretaria; a realização semanal da Feira de Artes, em parceria com o Elos Clube; apresentações de grupos teatrais e musicais durante as realizações do Filo e Festival de Música de Londrina.
Quanto à apresentação da banda, a mensagem explica que em nenhum momento foi negado o uso do espaço e que o ofício com esta finalidade está tramitando nesta Secretaria para análise e ainda não tem resposta conclusiva.
Significa que, se a autorização não foi concedida, também não foi negada. O que quer dizer que ainda é possível ter a apresentação da banda com a homenagem a Elvis, como a que foi feita, ano passado, rememorando John Lennon. O negócio é esperar que este assunto tenha um final feliz.
Insegurança
Quando se fala do centro da Cidade, quem mora na periferia pode ponderar que o assunto não lhe interessa. Não é bem assim. A insegurança que se observa no centro de Londrina, por exemplo, é problema de todos, porque é por lá que quase todo mundo passa, uma hora ou outra.
E a situação está brava no centro. Pessoas que passam pelos fundos da Catedral (e não tem região mais central que esta) no período da noite estão sendo assaltadas. E quando perdem apenas dinheiro, talões de cheques, relógio ou jóias, ainda se dão por felizes, porque não poucas vezes os ladrões agridem, machucam. Podem até matar.
Sabemos da preocupação que está havendo com relação às cadeias locais. Sem dúvida, com tanto preso, com tanta fuga, com tão complicada situação, pode-se até entender que a polícia não esteja querendo prender mais ninguém. Nem eu quero que prendam. O que a gente quer é segurança.
E isto será conseguido de modo simples: basta pôr policiais militares andando pela área central, com algumas viaturas também, durante a noite e pela madrugada. Ladrão, normalmente, não é burro. Quando tem polícia perto, ele não age. O negócio é policiamento preventivo. Com policiais circulando, os marginais vão para outro lugar. E isto também ajuda a resolver o problema das cadeias, porque diminui o número de ocorrências e a necessidade de prender alguém.Mirian Paglia Costa
Recebo, da coordenação do Festival Internacional de Londrina, convite para o lançamento do livro Notícias do lugar comum, que vai ocorrer no dia 29, bem no feriado de Corpus Christi, a partir das 18h30, no saguão do Cine Teatro Ouro Verde. O lançamento faz parte da programação do Festival de Teatro, que comemora seus 30 anos de existência.
O livro é de autoria de Mirian Paglia Costa, uma londrinense que com muito talento e competência conquistou espaço nos meios culturais brasileiros. Mirian estudou aqui, na então existente Faculdade de Filosofia de Londrina, época em que já mostrou seu talento. Foi, então, ao lado de Domingos Pelegrini Junior, outro ex-aluno daquela Faculdade, vencedora do concurso de contos do Primeiro Festival Universitário. Ela e Domingos dividiram entre si os 4 primeiros lugares do concurso (só para informar, o quinto lugar ficou com o responsável atual por esta Praça).
Depois ela se foi. Esteve na França, voltou ao Brasil, brilhou no jornalismo paulista, foi editora de revistas, escritora ainda é, até tradutora (um dia, por acaso, apanhei na Biblioteca um livro de autor francês e tive a satisfação de ver que era traduzido por ela). É, sem dúvida, uma personalidade de valor, além de pessoa fantástica. Estar presente ao lançamento de seu livro, assim, é mais que uma satisfação, é uma obrigação. É uma parada verdadeiramente obrigatória neste feriadão que vem por aí.Crimes no trânsito





