Praça Londrina - Estelio Feldman
Oportuno demais o fórum que será realizado neste sábado, na Universidade Estadual de Londrina, sobre Quem deve governar, uma chamada bem positiva sobre o exercício da cidadania em sua plenitude.
Nesta hora em que tantos escândalos explodem, inclusive este último sobre a compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição, é importante que o cidadão debata a questão política, inclusive para perceber que é ele quem escolhe os que vão governar, mas isto não significa que abra mão de sua situação, como detentor real do poder.
A propósito, diante da situação, já houve até uma proposta no Congresso para recomeçar todo o debate sobre a reeleição, convocando-se um plebiscito, a respeito. Diante do que está acontecendo, acredito que a idéia até que é válida. E vou até além: talvez fosse bom retomar o debate a respeito do plebiscito sobre o presidencialismo.
Já participei de dois plebiscitos, a respeito. No começo dos anos 60, votei pelo parlamentarismo. Nesta última vez, optei pelo presidencialismo. Na primeira vez a opção foi por acreditar mesmo na forma parlamentar. Na outra, foi por medo da bagunça que a confusão partidária brasileira ensejaria. Mas agora, vendo a postura de quem a gente elege para a chefia de Executivo, reformulei outra vez. Não quero reis, não quero imperadores, não aguento salvadores da pátria que resolvem se eternizar no poder e se colocam como única salvação.Correção
A propósito da nota que publiquei esta semana, a respeito da estátua existente na praça ao lado do Colégio São Paulo, recebo atenciosa carta da leitora Maria Inês, com um reparo. Diz ela que no local não está uma estátua e sim uma imagem da Virgem, ali, conforme assinala, entronizada e abençoada.
Agradeço à carta, aceito a reprimenda sobre o equívoco na forma de expressar e peço que tanto dona Maria Inês quanto os outros leitores continuem assim atentos porque errar é humano, persistir no erro é burrice e quando uma falha acontece em um local público, caso da Praça, é necessário mesmo que se faça a correção, que eu aceito com a maior satisfação.
E uma vez que entramos, aqui, no assunto envolvendo estátuas e imagens, fiquei sabendo que surgiu uma terrível dúvida sobre a famosa estátua de Mercúrio (ou será Hermes?) que ficou por muito tempo no antigo prédio da Associação Comercial, foi retirada quando a sede antiga deu lugar à nova e voltou, agora estando colocada no piso. Ninguém sabe quem é o autor daquele trabalho.
Aí voces vão perguntar: mas isto é importante? E eu digo que, segundo entendo, é. Afinal, é uma obra de arte e a gente precisa dar o valor e reconhecer o responsável.
Se alguém souber alguma coisa a respeito, estamos aqui abertos e esperando informações. Fico feliz quando recebo cartas, fax, telefonemas. Mesmo que para corrigir meus erros.Café
São complicadas as coisas da economia. Vejam vocês: o café, responsável direto pela explosão de desenvolvimento que criou este Norte do Paraná, está com a cotação cada vez mais alta, no exterior. Como acompanho, diariamente, o noticiário internacional, tenho percebido uma alta constante, que é muito boa para o Brasil que ainda produz e exporta café. Melhor seria se a gente tivesse mais café. Aliás, o preço está subindo também porque a produção tem sido menor.
Mas, daí, vem o outro lado: penso que, por causa desta alta lá fora, por aqui também estamos enfrentando uma elevação no preço do nosso café, nos mercados. Fica uma situação complicada: é bom que o preço suba lá fora, para beneficiar o produtor, até nossa balança comercial. Mas é ruim que suba aqui, porque afinal de contas pressiona o custo de vida, aumenta a carestia.
Penso que as autoridades responsáveis pelo abastecimento deveriam estudar o assunto, inclusive garantindo uma oferta maior para evitar que o preço continue na escalada que vem apresentando. Porque a alternativa para os mais pobres é a pior: parar de comprar café. O preço alto funciona como um freio muito grande.
E isto prejudica até os produtores. Se o consumidor procurar alternativas - e vai fazer se o preço ficar muito alto - cai o consumo interno. Entendo que se não houver alguma providência, e logo, o café vai ficar cada vez mais distante da mesa do pobre.Violência: ação e reação





