A boa lição vem de Brasília. Foi adotada no Distrito Federal a lei que prioriza a passagem de pedestres nas faixas de segurança, e que conta inclusive com uma série de outdoors educativos que estão sendo colocados em vários pontos de acesso à Capital Federal.
Esta deveria ser uma campanha nacional. Já passou do tempo de se relembrar que o homem não nasceu com rodas e que a máquina, seja ela um automóvel, uma moto, até mesmo uma bicicleta (embora esta não seja precisamente uma máquina) não pode ser mais importante que o ser humano. As ruas não foram feitas para que os motoristas ou motociclistas façam corridas malucas, pondo em risco a tudo e a todos e aumentando não só o perigo mas até o estresse das pessoas.
Em Londrina, penso, uma cidade que afinal não é tão grande, não existe motivo para que os motoristas voem pelas ruas, como se estivessem tentando recuperar sabe-se lá que tempo perdido. A irresponsabilidade patente na atitude de muitos condutores de veículos é um verdadeiro acinte à população.
Penso que finalmente temos uma coisa que se inventou em Brasília e pode ser efetivamente imitada em todo o País. Vamos insistir nesta preocupação, pensar até em termos de leis - como no Distrito Federal - que garantam prioridade para os pedestres. Embora a gente saiba que leis por si não resolvam os problemas, iniciativas como esta, adotadas na Capital Federal Brasília, podem representar um bom começo.



Cacique
Pois é, se já não bastasse o fato de não haver notícias sobre a instalação de mais indústrias, agora a maior das que temos, a Cacique, dá férias coletivas porque está enfrentando problemas em relação à matéria-prima, o café, que está muito caro. Com isto, a indústria, que leva o produto a quase todo o mundo, perde a competitividade.
Não é apenas um problema da indústria local. E é uma questão que já deveria ter mobilizado as autoridades, seriamente. A Cacique, aliás, está tentando sensibilizar o Governo para o problema, procurando alternativas. A gente pode ficar até meio chocado por saber que a indústria quer importar café de fora para poder produzir o seu solúvel. Mas se o problema é o do preço do café interno, não há como fugir à solução.
Se estão importando tanta bobagem, muita supérflua, por que não importar café para atender às necessidades de uma indústria que dá empregos, gera divisas, produz impostos? Depois, importar café para produzir solúvel e exportar é uma coisa positiva. Os chamados países desenvolvidos fazem isto muito: importam matéria-prima, industrializam e depois exportam, com grande lucro.
O problema da Cacique não é só dos seus diretores, nem apenas de seus funcionários. É nosso e entendo que se faz necessária uma ação conjunta para defender este patrimônio local. É movimento para o prefeito, vereadores, para os clubes de serviço, as chamadas forças vivas de Londrina.Lei discutível
A Câmara Municipal aprovou projeto de lei determinando que os reajustes de tarifas dos coletivos - se o percentual ultrapassar a inflação do período - devam ser apreciados pelo Legislativo. Agora, a matéria vai para o prefeito. E o problema é o seguinte: seguramente, o prefeito vai vetar o projeto. Vocês sabem, ‘veto’ é quando o chefe do Executivo não concorda com uma lei aprovada pelo Legislativo. Daí, o projeto volta à Casa de Leis e o ‘veto’ é apreciado. Precisa de maioria especial para ser derrubado. Mas, mesmo assim, se o Legislativo resolve não aceitar o veto, o Executivo pode recorrer à Justiça.
E neste caso todo, o que se tem é uma atribuição específica do prefeito, que é a de fixar, dentro de determinados parâmetros, as tarifas do transporte coletivo urbano. Como, até por imperativo legal, o prefeito não pode aceitar uma diminuição em seus direitos, o veto àquele projeto é quase certo.
Isto remete de novo ao problema em si, o das tarifas. É uma questão exclusiva do prefeito que, portanto, é o responsável pela decisão. É dele que se deve cobrar um tipo de deliberação como o reajuste autorizado de 25%, onze meses depois da última alta e com um percentual bem acima da perda inflacionária.
É louvável, naturalmente, a preocupação dos vereadores a respeito deste assunto. Infelizmente, porém, a via buscada não foi a mais adequada.País dos absurdos

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