Praça Londrina - Estelio Feldman
A Concha Acústica, construída pelo inesquecível amigo e ex-prefeito Antonio Fernandes Sobrinho, pertence ao povo - assim como as praças. Foi erguida para servir de palco a espetáculos, comícios, manifestações, festas. Pois é, mas o pessoal da Memphis St. Band, uma velha banda com nome novo, está encontrando dificuldades para conseguir usar a Concha, dia 16 de agosto, para promover ali um espetáculo em homenagem a Elvis Presley. Naquele dia, rememora-se o 20º aniversário da morte do cantor; para muitos, rei.
Esta banda é a mesma que, anualmente, presta homenagem a John Lennon, na data de sua morte, e que também encontrou dificuldades para se apresentar por aqui, na Concha. Ano passado, a administração afinal resolveu colocar o espetáculo deles na programação do aniversário da Cidade e tudo saiu muito bem.
Agora, o responsável pela Concha está se negando a autorizar seu uso. Diz que os moradores não gostam do barulho, que existem outros locais. Claro que existem outros locais, mas a Concha é o local. Também não gosto de barulho, mas música não é barulho. Ademais, penso que os rapazes pretendem fazer o espetáculo em um horário razoável (como fizeram no show em homenagem a Lennon). Ninguém gostaria de um show popular em praça pública 10 ou 11 da noite. Mas em horário compatível, 6, 7 ou 8 da noite, não vejo mal algum.
Acredito que basta um pouco de boa vontade do responsável pela Concha para a banda se apresentar ali.Não mude!
Li, no adesivo em um carro, uma interessante frase: Não mude de Bela Vista; ajude a mudar Bela Vista. Gostei e serve não apenas para Bela Vista do Paraíso, um agradável município que conheço e em que sempre fui muito bem recebido, mas para todos nós, em Londrina, no Paraná, até no Brasil.
Porque o que tem de gente mudando do Brasil é demais. As pessoas vão para o Japão, para os Estados Unidos, para o Canadá, para a Europa, afirmando sempre que aqui não dá mais. Prefiro fazer eco àquele adesivo, que vou tornar uma frase pessoal: não mude, fique aqui para ajudar a mudar.
Claro que a gente sabe que a situação está difícil, que empregos não estão sobrando, que o salário quando se consegue trabalho não é bom. Mas é preciso ficar e lutar. Tenho aberto espaço aqui, sempre, a quem lança novos projetos, a quem cria coisas para produzir e vencer as dificuldades. Nâo estamos mais, graças a Deus, naquele tempo do fascismo, quando a palavra de ordem era Brasil, ame-o ou deixe-o, uma coisa sem sentido efetivo. Prefiro a outra que sugeria não fale em crise, trabalhe. Mas a gente pode dizer que o problema é precisamente este, a falta de trabalho. Entretanto, ir embora, tornar-se um estranho em outras terras, não é a solução.
Fico mesmo é com o último presidente do período totalitário, o general Figueiredo, que dizia que lugar de brasileiro é no Brasil.Telefones
Já está em vigor o novo ajuste das tarifas telefônicas, que foi definido em duas parcelas. Este reajuste é nacional, mas atinge também os usuários da Sercomtel porque, embora a empresa seja local, segue obrigatoriamente a política de tarifas determinada pelos organismos federais.
Este aumento, importante lembrar, é diferente do que ocorre com outras tarifas, como as de energia e água, por exemplo. Trata-se de um ajuste mais amplo que, inclusive, altera a política de preços em relação aos telefones. Até agora, havia um tipo de subsídio às tarifas locais. Os valores relativos aos interurbanos - nacionais, regionais ou internacionais - eram mais elevados, enquanto a tarifa local era menor. Para adequar a tarifação à política de privatização, entre outras coisas, alterou-se o esquema.
Isto significa que ficou mais cara a tarifa local, incluindo aí até os telefones públicos e a tarifa básica.
Mas ligações interurbanas estão menos caras. O que até acaba sendo bom para quem liga muito para outras cidades, estados ou até países. Na verdade, já na conta deste mês, muita gente notou a diferença. Quem usa mais o telefone em termos locais, percebeu o peso maior.
Para o usuário, resta sempre a racionalização do uso. Quem usa adequadamente o telefone paga um preço razoável. Quem abusa ou desperdiça, acaba pagando muito. É o usuário (consumidor), como sempre, quem pode fazer a diferença.Preços e estabilidade





