Praça Londrina - Estelio Feldman
Para mim, o nome é outro. Mas tem estas histórias de direitos, a briga dos promotores e então a Fórmula Indy virou Fórmula Mundial, o que não mudou nada o fato de que é a categoria em que a gente encontra mais brasileiros com possibilidades de fazer alguma coisa.
Até por isto, a corrida da tal F-Mundial, no fim de semana, no Rio, atraiu muita atenção. Os bólidos na pista, os brasileiros ao volante, as esperanças de sempre. Muita gente viu a prova pela TV, mas houve londrinenses que foram ao Rio, direto, acompanhando não apenas a corrida, mas todo o clima, os treinos, a vibração nos boxes.
Foi o caso de Luiz Jorge Bolognesi que, como um dos maiores revendedores Texaco do Sul do Brasil, foi convidado vip da Texaco para o camarote da empresa, durante o Grande Prêmio. Lá foi ele, com esposa e os filhos Luiz e Virgínia, partilhando do camarote com destacados nomes do empresariado nacional.
Mas foram os filhos os que mais curtiram, andando pelos boxes, vendo os ídolos de perto, tirando fotografias, apreciando os carros, sentindo um clima diferente, verdadeiramente internacional.
E embora estivessem por lá alguns dos mais destacados nomes do automobilismo mundial, entre os quais muitos brasileiros, um dos que mais chamou a atenção foi aquele que não correu, por estar se recuperando de um acidente, Christian Fittipaldi. Que, aliás, mostrou muito entusiasmo e vontade. E prometeu voltar logo ao volante para confirmar a esperança que há tempos os brasileiros depositam nele.
Preços
Um leitor ligou para contar o que aconteceu com ele, esta semana, ao mandar fazer uma dessas receitas de fórmula, tão comuns hoje em dia. Foi à farmácia e a vendedora informou o preço, 72 reais.
Daí ele se mostrou justamente intrigado. Revelou para a atendente que, há cerca de um mês, havia feito a mesma receita ali e que o preço tinha sido de 62 reais. A moça saiu um pouco e, quando voltou, reformulou o valor, concordando com os 62 reais cobrados anteriormente.
Vejam vocês que não são centavos, são 10 reais, dinheiro que, hoje, dá para fazer um bom programa no cinema, a dois, até com lanche depois (o lanche é possível porque a receita citada não é para emagrecer). Não é uma fortuna mas, neste tempo de moeda quase estável, dá para muita coisa. O mais importante porém nem é o valor, é a atenção que se exige, hoje, de cada um, na defesa de seus direitos.
Quando percebo que há coisas que estão mantendo o preço há tempos, quando passo pelas lojas do 1,99 (aquelas em que tudo custa só 1 real e 99 centavos) e que funcionam há meses, quando observo o preço do estacionamento de carros, estável também há um bocado de tempo, chego a estranhar. Mas como também o meu salário está estável há meses, percebo que a gente não pode se descuidar. Valorizando o nosso dinheiro, estamos participando juntos de uma batalha que não pode ser perdida, contra a inflação.Frio
Se é fato que a chuva não foi suficiente para recuperar os prejuízos da longa estiagem, não é menos verdadeiro que ela serviu para trazer o frio, antecipando o inverno. Sabemos todos que não é um frio permanente, em alguns dias o clima voltará a ser mais quente.
Entretanto, esta avant-premiere do inverno deve servir para a gente lembrar que, para muitos, o frio não é ocasião para colocar mais um cobertor na cama ou para tirar agasalhos dos armários. Tem quem não tem cobertor - às vezes nem cama - e menos ainda agasalhos. Muitas entidades que fazem campanhas para arrecadar artigos de frio já começaram seu trabalho, o que, como o frio desta semana indica, é oportuno.
E é bom que todos nos mobilizemos, mesmo. Entre nós, o frio não é tão intenso quanto nos países da Europa ou mesmo na América do Norte. Mas ainda assim é bravo. E, depois, nós não estamos preparados para enfrentar, mesmo este friozinho. Pessoas mais carentes, além de não ter agasalhos, cobertores, nem mesmo casas, além de tudo estão enfraquecidas pela alimentação deficiente, pela doença. Daí que notícias sobre gente que morre de frio, nas ruas, não são incomuns.
No entanto, isto pode ser evitado. Diria mais: é inconcebível que alguém morra de frio numa terra como a nossa. Para compensar o frio, o calor humano consubstanciado na doação de agasalhos, cobertores, roupas, é o meio mais simples.Invasão de privacidade





