Praça Londrina - Estelio Feldman
Josoé de CarvalhoFlagranteHosken com o livro de Darci: mais uma lição para os londrinensesO homem que lê vale mais
Recentemente, fiz uma crítica aqui aos filmes institucionais, exibidos pela TV, tentando promover o hábito da leitura. Segundo meu entendimento, de pessoa que lê bastante, aquelas peças não estimulavam ninguém a ler mais. E, então, na tarde de terça-feira, o repórter fotográfico Josoé de Carvalho chegou à Redação contando que havia flagrado uma cena, na rua, para esta Praça.
Uma foto simples: um senhor lendo um livro, na rua. Uma cena de rua, como as que o colega Briguet gosta de comentar. Com um detalhe a mais: o senhor que estava lendo é uma das pessoas mais respeitadas de Londrina e do Estado, o ex-prefeito e ex-governador José Hosken de Novaes.
O repórter fez até questão de saber qual era o livro que tanta atenção chamava a ponto de fazer o ex-prefeito andar com ele pela rua, e ficou sabendo que se tratava de obra ligada a Darci Ribeiro, outro grande estudioso brasileiro.
Vejam como a coisa é simples e singela: um homem lendo, na rua. O flagrante que prescinde de artifícios. É o simples flagrante da vida real. Claro que vocês vão dizer que poucos são os que são apanhados assim, lendo, na rua ou em locais públicos. Mas aí está até o exemplo. Ler é possível em qualquer circunstância. E é um modo de não perder tempo.
Quantas horas a gente perde em filas de banco ou em alguma sala de espera? Aproveitar o tempo para ler - ficção ou outro tipo de obra - é sinal de inteligência. E, por outro lado, aumenta o conhecimento.
Zerão
Tem sido muitas, e cada vez mais constantes, as reclamações sobre a falta de conservação no Zerão. Já abordamos aqui o problema da ciclovia, que está virando um matagal. Também recebi muitas queixas sobre a falta de policiamento no local que tem servido, também por isto, de abrigo para desocupados que acabam assustando os frequentadores. Como, agora, a Prefeitura resolveu desativar a Guarda Municipal, se a situação ali já não era boa, deve piorar.
Entretanto, a queixa mais séria, no meu modo de entender, foi formulada por um pai que denunciou a falta de conservação dos equipamentos no parque infantil. Contou que seu filho quase se machucou com um prego - naturalmente enferrujado - que se projetava em um dos bancos do equipamento. Pondero entender que é a mais grave, porque envolve o risco sério para crianças. E crianças são, todos nós sabemos, nossa maior fortuna, isto tanto para os pais quanto para a sociedade.
Todos nós sabemos perfeitamente da situação difícil que a Prefeitura atravessa com falta de recursos que, inclusive, tem levado a constantes atrasos no pagamento dos salários do funcionalismo, o que é - como repito sempre - absolutamente inconcebível. Entretanto, entendo que é por isto que a gente tem prefeito e Câmara: é para que administrem. Qualquer um faz as coisas se tiver recursos. O desafio é, justamente, fazer alguma coisa quando há dificuldades.
Racismo
O 13 de maio traz sempre de volta o tema do racismo. Existe? Sem dúvida. O Brasil é considerado um país diferente neste campo. Em certo sentido, é. Mas é claro que nós somos apenas humanos, temos falhas, preconceitos. E penso que o meio para enfrentar os nossos maiores defeitos é, inicialmente, perceber que existem.
Tem gente que nem admite assumir que é racista ou que tem preconceitos. Ora, faz até parte da natureza humana, como defesa ou sabe-se lá o que, este tipo de procedimento. Temos, todos, por herança histórica, por educação falha, por uma imensidade de motivos, nossos preconceitos. E só a partir do momento em que percebemos isto e quando entendemos que tais coisas são erradas é que começamos o processo de mudança íntima, que é a única que funciona.
Não se trata, apenas, do tal do politicamente correto (é incorreto ser racista ou ter preconceitos) mas de uma observação mais profunda. A Bíblia manda a gente olhar os lírios do campo (Érico Veríssimo também adotou esta diretriz). E isto é importante.
Mas se olharmos os outros seres humanos talvez tenhamos uma surpresa: somos todos iguais, independente de raça. Somos iguais, independente de poder aquisitivo. Somos todos iguais, embora pensemos diferente, apesar da educação, do meio. Basicamente, somos todos iguais. Principalmente no começo e no final, no nascimento e na morte, que no fim é o que conta.
Em busca da Qualidade
Ainda há quem não entende os motivos pelos quais muitas empresas estão se esforçando para conquistar a certificação de Qualidade Total, como a obtida há algum tempo pela Folha. No entanto, é simples: hoje, a concorrência do mercado exige que uma empresa seja não apenas razoável ou boa, tem que ser ótima, a melhor. E a busca da Qualidade é fator fundamental.
Também por isto é que a Codel está promovendo o evento A Qualidade em serviços, uma questão de sobrevivência, destinado a pessoas que trabalham em turismo, hotéis, restaurantes, agências de viagem, empresas de eventos e demais prestadores de serviço. O evento se desenvolve em duas etapas, sendo que a primeira ocorre no próximo dia 26, a partir das 19h30, no Cristal Palace Hotel, e será ministrada pelo conferencista Geraldo Castelli.
O currículo do palestrante é impressionante. Ele é considerado o maior expert do País nas áreas de administração hoteleira, de alimentos e bebidas, formação e requalificação afetas à área, formação de recursos humanos e marketing em turismo.
As inscrições para esta etapa custam 35 reais (e podem ser mais baratas caso sejam confirmadas até a segunda-feira, dia 19). A segunda etapa do evento envolverá cursos complementares sobre gerenciamento, administração de restaurantes, recepção e governança com qualidade.
Os interessados em obter mais informações podem se dirigir à Codel.





