Praça Londrina - Estelio Feldman
Os responsáveis pela Autarquia do Meio Ambiente, Júlio Bittencourt (diretor operacional), Nelson Kohastsu (diretor-presidente) e Mauro Maggi (diretor técnico) vieram à Praça para falar a respeito de comentários, críticas, sugestões e queixas formuladas nos últimos tempos pelos leitores. E, desde logo, fizeram questão de esclarecer que a AMA não está realizando erradicação indiscriminada de árvores, conforme muitas afirmativas.
Lembraram que há muitos problemas na arborização da Cidade e indicaram que é necessário um planejamento para a revitalização. Esclareceram, ademais, que só se faz a erradicação (poda, corte) por motivos relevantes: árvores secas, brocadas (que parecem bem, mas que estão doentes e podem cair sobre alguma coisa, pessoas ou veículos) ou com cupim e já além da possibilidade de tratamento, além das espécimes inadequadas como o famoso ficus, já comentado neste espaço.
Informaram, ainda, que a erradicação só é feita após um laudo realizado por técnicos. E ofereceram um dado adicional: de janeiro a abril deste ano, a AMA já efetuou a erradicação de pouco menos de 500 árvores. No mesmo período, a Autarquia plantou 2.593 árvores na área urbana e mais 2.021 nativas (nos fundos de vale, por exemplo). Adicionalmente, a empresa que fornece árvores também tem realizado plantio, enriquecendo Londrina, nos primeiros 4 meses deste ano, com mais de 600 árvores. E completam informando que ninguém pode cortar árvores nas ruas, só a AMA.
AMA apela
Durante o papo com os responsáveis pela AMA, eles fizeram um apelo ao povo de Londrina em geral. Revelaram, inicialmente, que a Autarquia não tem conseguido vencer a grande tarefa de manter a Cidade limpa. Fazem o que podem, mas infelizmente (e eu penso que eles têm razão) o povo não ajuda muito.
Há problemas funcionais: diante da crise financeira, os operários não podem fazer hora extra. Isto também complica um pouco o organograma de limpeza das ruas, praças, da Cidade em geral. Para complicar, a Autarquia deixa a Cidade limpa no sábado, e a encontra imunda na segunda-feira.
Já comentei isto várias vezes e penso que não faz mal voltar ao assunto: a Cidade é nossa casa, nós temos obrigações e responsabilidades em relação à ela. E mantê-la limpa tanto é obrigação dos órgãos competentes da Prefeitura quanto de cada um de nós. A gente pode ajudar, não jogando lixo na rua, só para começar. Mas pode fazer mais: varrer a calçada diante de casa, não deixar lixo pelo meio-fio, porque ele acaba sendo levado para as galerias de águas pluviais, e as entope, não jogar coisas dos carros para a rua; enfim, normas simples de um povo civilizado que muita gente não faz.
A propósito desse negócio de jogar coisas do carro, a AMA vai fazer, em breve, uma campanha para prevenir este tipo de ação. Tenho a certeza que antes mesmo da campanha os londrinenses vão começar a agir diferente.
Explicações
A propósito de outras coisas também levantadas por leitores sobre a atuação da AMA, os diretores deram várias explicações.
Primeiro em relação à idéia de um leitor sugerindo que se aprovasse uma lei exigindo que os responsáveis pelos loteamentos que venham a ser aprovados na Cidade sejam obrigados a cuidar da arborização da área. Revelaram que existe esta lei e que sem um projeto de arborização não se aprovam loteamentos. Pode acontecer que o plantio de árvores se faça depois que outras obras de infra-estrutura sejam realizadas. Mas, adiantam, sem árvores o loteamento não é aprovado. É exigência fundamental.
Também fizeram questão de falar sobre a denúncia de que a AMA está queimando folhas e outros restos de árvore na entrada da Fazenda Refúgio. E contestam. Revelam que o que há ali é um tipo de fogo que surgiu na superfície mas está, agora, no subsolo. Dizem que, quando há certas condições atmosféricas, surge fumaça, o que dá idéia de que estão pondo fogo. Ao contrário, segundo garantiram, tem é procurado eliminar aquilo, lançando muita água no local. Mas como ali há muita matéria orgânica, a tarefa é das mais difíceis. E, no mínimo, demorada.
Quando ao seu próprio lixo, a AMA o compacta. Já os troncos de árvores são cortados como lenha e entregues para entidades assistenciais. Quer dizer, a AMA não está fazendo queimadas.
Incompreensível





