Recebo aqui na Praça a visita de um senhor que revela ter sido obrigado a assumir sua idade diante do novo horário de funcionamento dos bancos. Ele, que não gosta de ser chamado de sexagenário, preferindo dizer que é ‘sexygenário’’, conta que na quarta-feira, o famoso quinto dia útil do mês, teve de ir à agência central da Caixa. E, ao chegar, deparou com aquela imensa fila - há algum tempo, a Caixa só atende no térreo e as filas têm sido sempre imensas, embora haja um grande número de caixas para atender ao público. Não teve dúvidas: foi até a frente e pediu atendimento antecipado ‘por ser idoso’.
‘Só não fui atendido antes porque tive de ceder lugar a uma senhora grávida’, comentou, brincando que seguramente idosas grávidas eventualmente teriam de esperar ainda menos. E completou dizendo que, a partir de agora, vai ‘usar a idade’, pelo menos nos bancos. Assim, os mais velhos já têm uma alternativa. As senhoras grávidas, também. Já os demais mortais vão ter de continuar sofrendo nas filas, que sem dúvida ficaram maiores com a redução no horário de atendimento ao público.
Em uma agência local, soube que estão fazendo levantamentos para saber o tempo que o cliente leva para ser atendido. Pode ser que isto leve à abertura de mais caixas, o que é bom. De qualquer modo, penso que o ideal seria mudar isto tudo. Como já comentei há tempos, o horário dos bancos deveria ser igual ao do comércio. Sempre foi menor. Diminuiu mais. Não sei quem ganhou com isto.



Presente de grego
Domingo, Dia das Mães, os filhos (e todos somos) pensam no melhor presente para elas. Mas quem ganha mesmo um presente de grego, no domingo, é todo mundo. (Para quem não sabe, presente de grego é a expressão usada para definir uma coisa ruim, lembrando o cavalo de Tróia, que os gregos deixaram naquela guerra contada por Homero).
Pois é, domingo sobe o preço das passagens do transporte coletivo urbano. A notícia é oficial e a informação adianta que houve até acordo entre as empresas que estão explorando o serviço que pediram o mesmo reajuste. Engraçado isto. Diziam que a concorrência ia melhorar a situação, que o problema era haver só uma empresa. Antes de conseguir linhas, até o preço da passagem era menor na nova exploradora do serviço. Mas, agora, há acordo tanto nos preços quanto no aumento.
Afinal, não tem importância, devem pensar os responsáveis pelo setor. O trabalhador teve aumento! O mínimo subiu! Bom, como o mínimo teve aumento de 8 reais, se a tarifa subir 10 centavos (pediram mais de 30, mais de 50%) isto significará que quem anda de ônibus duas vezes por dia, 25 dias por mês, vai gastar 5 reais a mais. Ainda sobram 3 reais no reajuste do mínimo!
E não adianta falar no vale-transporte, que é bom. Estudante não tem isto. Dona-de-casa, também não. E a data escolhida para o reajuste? Parece coisa de humor negro: mãe, tome ônibus no seu dia e pague tarifa mais cara!Pedestres
A nota de ontem relativa ao drama dos pedestres em Londrina teve muita repercussão, atestando que é sem dúvida um tema que preocupa (e até apavora) a população. Um leitor, que mora na região da rua Maringá, já havia ligado antes para comentar a sinalização atualmente feita nas ruas transversais àquela artéria. Conta ele que agora há só uma faixa na esquina - isto nas ruas que não têm semáforo - o que aumenta a insegurança para quem tem de atravessar a rua ali.
Uma leitora ligou, também, para contar que uma jovem estrangeira, que esteve em Londrina há algum tempo, tinha medo de atravessar as ruas na Cidade. Dizia que na terra dela o pedestre era protegido. Já aqui, a gente sabe, a situação é simplesmente tenebrosa. Como ponderou esta leitora, fazendo eco ao que foi comentado na véspera, a impressão é a de que os motoristas não pensam sequer que o pedestre que ameaçam pode ser um parente. Na verdade, digo, pode ser até ele mesmo, porque todo mundo tem que andar em algum momento. E precisa atravessar ruas.
A leitora comentou também o problema das ruas em que os carros podem virar à direita. O sinal fecha, mas o pedestre fica com medo de passar porque, de repente, pode ser atingido por um veículo que virou ali.
A situação está ruim e piora, até porque aumenta o número de carros em circulação e a educação dos motoristas no trânsito está cada vez pior.Música para as mães

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