Praça Londrina - Estelio Feldman
Neste quase um ano que estou aqui, conversando com vocês, já perdi a conta das vezes em que comentei a questão do desperdício, principalmente nas coisas simples como água, luz, telefone. Pois, agora, o assunto se torna mais sério. Vocês viram (e muita gente viveu) o blecaute da semana passada. Uma das causas foi o chamado excesso de demanda. Era previsto. O Brasil produz hoje praticamente a mesma energia que há 20 anos. E o consumo cresceu. Se não houver investimentos para aumentar a produção, o problema vai se agravar.
Mas, enquanto isto, nós podemos fazer nossa parte: economizar no consumo. Antes, dizia que isto era bom para o nosso bolso. Agora, é bom também para o país. Luz que você apaga não é só luz que você não paga, pode ser a luz que evita um blecaute.
Então uma pessoa me disse que o que a gente pode fazer é pouco. E eu ponderei que, juntando todos os poucos de cada um, teremos muito. É simpes assim: se cada um fizer sua parte, vamos conter o consumo. Isto pode ser feito em casa, no local de trabalho, em toda parte. As empresas também têm muito a fazer no particular, racionalizando o trabalho.
Em casa, ao invés de acender a luz, abra a janela (de preferência use grades nela, por segurança). Não fique duas horas debaixo do chuveiro elétrico. Desligue rádio ou TV quando não está ouvindo ou vendo. Não abra a geladeira a cada dois minutos. E se você não perceber a economia para o país, pode ter certeza que vai sentir isto na conta mensal.
Cheques
Uma coisa que os ladrões gostam de pegar é talão de cheque. Contaram-me que, nos chamados meios marginais, é moeda forte. O ladrão consegue bom dinheiro por folha de cheque nos intermediários.
Cheque furtado ou roubado tem sido outra das grandes preocupações do comércio, maior até do que o cheque sem fundos. Pois o voador pode dar ação policial, negociação. Já o furtado ou roubado não vale nada. O cidadão que foi vítima de assalto ou furto, faz a denúncia policial e susta. E, daí, quem o recebe fica no prejuízo.
Há porém um meio de, pelo menos, prevenir prejuízos. É ler, nos jornais, os anúncios que são publicados, obrigatoriamente, em caso de furto, roubo ou até extravio. Recortar e deixar tais anúncios em local visível para quem recebe cheques seria uma providência simples e capaz de evitar problemas. É bom pedir identificação de quem dá o cheque (e, se não conferir o nome de uma identidade com o do cheque, já é para desconfiar). Depois, verificar a lista dos anúncios.
Tem gente que, porém, parece querer mesmo é levar prejuízo. Aceita cheque de qualquer um, não verifica documento, acredita nas mais tolas desculpas e, aí, vai atrás do dono, que foi roubado uma vez e não vai querer ser roubado de novo. Tenho plena convicção que, com um pouco de atenção e cuidado por parte de quem recebe cheques, pode cair muito também este negócio de passar cheque furtado ou roubado.
Modernidade
Um leitor fez questão de trazer para mim o folheto distribuído pela Universidade Estadual de Londrina alusivo ao vestibular de julho, o famoso vestibular de inverno. Um trabalho realmente bem feito, colorido, com matérias muito bem distribuídas, com informações sobre a Cidade e a respeito dos exames. E com um texto, na terceira página, informando que a UEL está preparando os seus alunos para a globalização. É a modernidade em evidência.
Entretanto, aquele leitor chama a atenção para um aviso, bem destacado, incluído na quinta página do referido folheto e que diz: A UEL não aceita inscrições pelo correio, sedex, fax, malotes, etc.. Possivelmente, no etc também deve estar incluída a Internet. Quer dizer, uma modernidade meio curiosa.
O ideal seria justamente o contrário, até diante do anúncio sobre a evolução da Universidade. Mas, não. Apesar de todo o modernismo, os candidatos vão ter de enfrentar aquelas velhas e conhecidas filas, coisa do tempo em que não havia os benefícios que foram sendo conquistados ao longo dos anos.
Acredito, de verdade, que não é fácil ingressar na modernidade, que torna mais complexo o trabalho, pelo menos para a implantação de novos métodos. Entretanto, creio que a UEL tem mais é que fazer um esforço maior para, efetivamente, superar a antiga etapa das épocas em que não havia tanta evolução.
Perigo nas ruas





