Praça Londrina - Estelio Feldman
Termina amanhã o prazo para a entrega de declarações de renda das chamadas pessoas físicas (quer dizer nós, seres normais que trabalham - e quase sempre só ganham salário - e que precisam declarar). E é bom que a gente fique atenta porque o leão está cada vez mais voraz.
Agora, quem não entregar a declaração até o último dia leva uma multa enorme. Quer dizer, ainda que você tenha restituição a receber - caso de quem tem imposto retido na fonte, tem só um emprego e acaba tendo desconto maior do que o que deve - se não entregar a declaração em tempo leva multa e pode, até, acabar devendo no final das contas.
É uma situação que se repete todos os anos e que, sempre, provoca o impacto da última hora. A gente não sabe por que, mas brasileiro, dizem, sempre deixa tudo para a última hora. Não sei quanto aos outros países, para poder dizer se é uma característica nacional, mas acredito que isto deve ser mais um tipo de característica humana. A gente sabe que tem de fazer, mas vai empurrando até o último momento, naquela de adiar sempre coisas que são desagradáveis.
Tenho dito sempre que pagar imposto é uma consequência da vida em sociedade. É um valor, até pequeno se analisarmos, que a gente paga pelo privilégio de viver em uma civilização em que as pessoas têm segurança, trabalho, condições para viver sem o medo da lei da selva. O problema é quando a gente paga o imposto e não tem a contrapartida, quando percebe que o Governo gasta mal o que é pago, quando os serviços públicos são de má qualidade.
Eurochanel
Neste fim de mês, mais um canal para os assinantes da TV a cabo, com a entrada do Eurochanel. Para quem assina todas as opções oferecidas, contando também os canais da TV aberta, são quase 40 canais ofertados (sem falar no Canal erótico, que só é acessado por quem paga especificamente, o que aliás penso que é muito bom, porque não tenho a mínima vontade de ter aquilo disponível na minha TV. Não pensem que isto significa que mudei de idéia, que sou partidário da censura. Não, mas entendo que aquele tipo de programação fica melhor mesmo em um canal fechado, aberto só para quem sabe o que está comprando).
Sei que TV a cabo é um assunto mais limitado. A maioria não conta com ele, ou porque o cabo não passa pela região em que mora ou porque não quer (ou não pode) pagar a assinatura. Mas como há um público ligado nisto, penso que a novidade vale ser difundida.
Do mesmo modo como entendo que continua válida a reivindicação, que continua a ser feita por leitores em contato comigo, sobre outros canais que ainda continuam indisponíveis, em Londrina, como Warner e Sony, com programação muito atrante para quem gosta de filmes e séries.
Até agora, não houve qualquer informação da Net sobre o assunto, mas a gente vai continuar insistindo a respeito, porque o público tem cobrado isto e também porque sou fiel á velha máxima segundo a qual água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
História
Na nota que publiquei, semana passada, sobre o histórico vôo do Jaú, que realizou a primeira travessia atlântica, conduzido por brasileiros, foi citado entre os participantes do feito o mecânico Vasco Cinquini. Na hora em que escrevia, lembrei que aquele brasileiro é nome de rua, em Londrina, como tantos outros, aliás, alguns mais outros menos conhecidos.
Foi então que fiquei pensando que seria interessante que nas escolas, notadamente no primeiro grau, houvesse uma informação mais ampla sobre as pessoas que dão nome às ruas. Além dos heróis nacionais, dos vultos estaduais, há também muitos pioneiros, alguns mais outros menos conhecidos. Ora, se alguém dá nome a uma rua, é porque fez alguma coisa. Estudar os nomes das artérias pode não só ajudar a conhecer melhor os personagens mas, até, saber um pouco mais de História.
Quanto aos pioneiros que dão nome a ruas, acredito que as próprias famílias deles poderiam ajudar, passando informações úteis às autoridades. Afinal, História não é só o relato de fatos antigos. Eu, você, cada um de nós fazemos história com nossa participação, ainda que pareça mínima. Os pioneiros fizeram História verdadeira e a homenagem do nome na rua parece pouco. Divulgá-los, torna-los mais conhecidos, vai ajudar a gente a perceber a grandeza do ser humano que em seu trabalho simples edifica uma cidade linda como esta em que vivemos.
Outro feriadão





