Leitor assíduo deste espaço, o Ney liga para dizer que está pensando, seriamente, em criar uma ONG (Organização Não-Governamental) para defender as árvores de Londrina. Bastante contrariado, ele diz que não há coisa mais fácil do que cortar uma árvore na Cidade. Revela que fez até um teste: escolheu uma árvore e foi à AMA pedir que ela fosse cortada, alegando uma série de motivos. Lá mesmo fez um rudimentar ‘croquis’ e recebeu a informação de que a árvore seria efetivamente cortada. Com um recado adicional: se ele tivesse pressa, podia cortar por conta própria porque a AMA talvez demorasse já que conta com uma ‘fila’ enorme de pedidos similares.
Muito revoltado, o leitor fala de algumas árvores que foram cortadas recentemente. Conta de duas eliminadas na esquina da Belo Horizonte com Tupi, perto da Igreja Imaculada Conceição. Lembra que na JK, diante da Comurb, mataram 4 há alguns meses. Tem também uma do Calçadão que foi cortada porque os pássaros sujavam os clientes de um restaurante que funciona ali. Para completar, tem também uma empresa, na Pernambuco, que cortou as árvores que atrapalhavam a frente do estabelecimento.
Ney diz não entender a falta de respeito que existe em relação às árvores em Londrina. E conta que, em Curitiba, há normas muito rígidas a respeito. Lá, assinala, até projetos de construção têm de ser mudados em defesa das árvores. Por aqui, segundo o leitor, a impressão é a de que é só sair com um machado por aí, sem maiores preocupações.

Trânsito
Bastante emocionada, uma leitora me procurou para falar sobre um trágico acidente ocorrido, há cerca de um mês, na avenida JK, em que uma senhora foi atropelada e veio a morrer em consequência. Revela a leitora que não houve testemunhas, mas que a senhora, que morava num prédio da avenida, foi colhida por uma mobilete, lançada contra o asfalto, tendo batido com a cabeça no meio-fio. Foi rapidamente socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
O que a leitora reclama é sobre a insegurança, a insensibilidade, o desrespeito à vida que se observa no trânsito de Londrina, em geral. Concordo com ela. O que acontece por aqui é inconcebível. Carros, motos, qualquer tipo de veículo representa um perigo para qualquer pessoa. O abuso é permanente. A falta de respeito, constante.
E a gente fica querendo saber o que é que se pode fazer para mudar isto. Leis mais duras não creio que resolvam. Semáforos em todas as esquinas, também não. Plantar quebra-molas por todas as ruas é impraticável e também absurdo.
O que falta mesmo é educação. Quem toma o volante de um carro sai como se fosse dono do mundo, com uma irresponsabilidade verdadeiramente criminosa. Depois, há dor e tristeza. Mas, depois, não adianta mais. Quando será que o bicho homem vai perceber suas limitações e começar a respeitar o direito dos outros?


Heróis
Tenho reiterado sempre que, no meu entendimento, o fato de não darmos suficiente valor aos nossos heróis é bem sintomático de um sentimento de pouca estima que temos por nós mesmos. Os norte-americanos louvam seus heróis; os europeus, também. Nós, dificilmente. Isto também ocorre porque não há uma real preocupação de ensinar bem nossa História, de mostrar que os brasileiros são tão bravos quanto qualquer outro povo do mundo.
Até por isto é que faço questão de divulgar os termos de um fax que recebi do pioneiro Alceu Serpa Ferraz, dando conta da comemoração, na segunda-feira, do 70º aniversário da travessia do Atlântico Sul pelos brasileiros João Ribeiro de Barros, João Negrão (co-piloto), Newton Braga (navegador) e Vascon Cinquini (mecânico), a bordo do hidro-avião Jaú. Foi um feito de coragem e audácia, que, como tantos outros, é raramente contado.
Quando era criança, vi muitas vezes o hidro-avião, Jaú que ficou em terreno do Museu do Ipiranga, mas sem saber muito bem que se tratava do apareêlho em que brasileiros realizaram tão marcante feito.
Alceu Serpa Ferra informa que as comemorações do feito do ‘Jaú’ começam hoje, naquela cidade paulista, junto ao monumento em que estão os restos mortais de João Ribeiro de Barros, que o missivista considera ‘após Santos Dumont, o maior herói da aviação brasileira’.


Miss na Justiça

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