Praça Londrina - Estelio Feldman
Terça-feira, vimos pela TV, ao vivo e em cores, a ação empreendida pelos militares peruanos, na invasão do prédio da Embaixada do Japão, tomada há mais de 4 meses por guerrilheiros. As cenas eram mostradas exatamente no momento em que ocorriam, deixando clara mesmo aquela idéia segundo a qual, hoje, vivemos numa aldeia.
Quando lembro, e o companheiro Pedriali fez questão de enfatizar isto, que há meio século muita gente nem rádio tinha, as coisas que aconteciam em outra cidade eram tão remotas, fico até atoleimado. À época em que comecei no rádio (há 40 anos), aquele era o meio mais ágil de informação.
Hoje, temos o mundo em casa. Acompanhamos não só os grandes eventos esportivos, mas também os fatos mais marcantes. De repente, Lima fica ao alcance de um botão de ligar e sintonizar. E o resto do mundo, também. Pudemos ver a guerra do Golfo, assim como as atrocidades na África e, também, nossos próprios dramas, como o crime de Brasília, a violência da PM, as chacinas de vários pontos, as tragédias de cada dia.
O problema disto é que tantas imagens (principalmente as violentas) podem acabar por nos brutalizar. Nesta, como talvez jamais em era nenhuma na vida humana, se faz necessário um filtro pessoal para nos manter lúcidos e justos diante da aparente tragédia que parece ser a vida por este mundo tão grande e, paradoxalmente, tão pequeno. Pessoalmente, creio que este filtro só pode ser o da fé, sem o qual mergulharemos todos na barbárie, apesar da tão decantada evolução tecnológica.
Buraqueira
A avenida JK, notadamente na parte que vem da Tiradentes para o centro, começa a apresentar uma infinidade de buracos, prejudicando o trânsito e criando mais perigo para a circulação de veículos. É um trecho movimentado e que já apresentou problemas semelhantes antes.
A conservação e manutenção das ruas asfaltadas constitui tarefa sem dúvida onerosa para os cofres públicos, além de não somar muitos pontos na hora dos balanços. Com efeito, as administrações gostam de mostrar números sobre ruas asfaltadas, obra que todos percebem. Já conservação, conserto de buracos, não aparecem muito.
Mas, assim como esgotos e galerias de águas pluviais - obras que ficam por baixo da terra e, por conseguinte, não aparecem - são coisas das quais não se pode descuidar. Precisam ser feitas, com rapidez e eficiência. E a gente deve insistir, até porque, se huver uma temporada de chuvas, o que não é incomum, a situação se torna ainda pior. O que hoje é um buraquinho, amanhã vira uma cratera.
Tem outra coisa: buracos na pista são responsabilidade da Prefeitura. Se por causa deles ocorre um acidente, se há algum dano ao veículo, os prejudicados podem acionar o poder público. Claro, no Brasil isto não funciona muito. Mas, até como uma obrigação simples para com a coletividade, conservar as vias deveria ser tarefa permanente sem necessidade de cobranças.
O Cangaceiro
Um leitor chama a atenção para um cartaz, colocado diante da Galeria em que funcionam os cinemas do centro e que anuncia, para breve, uma nova versão do filme O Cangaceiro. A primeira versão, filmada pela Vera Cruz, numa época em que o Brasil tentava criar sua indústria de cinema, fez sucesso nacional e internacionalmente, ganhou prêmios. A nova vem sendo esperada com bastante interesse, notadamente pelos que gostam de cinema. Mas, como ponderou o leitor, já faz mais de um ano que o cartaz está lá e, até agora, nada de chegar o filme. Ele até comentou que, pela demora, até parece que o cangaceiro está viajando de jegue.
E já que o tema é cinema, vale lembrar que também os cinemas que funcionam no Catuaí estão fazendo a promoção de preço especial nas quartas-feiras. Como se recorda, há muito tempo os cinemas do centro (menos o Ouro Verde, que inclusive, por estes dias, está sem filmes, ocupado pelo Festival de Teatro), têm preços promocionais nas quartas-feiras. Agora, a inovação também chegou aos cinemas do Catuaí. Cinema, mesmo hoje com a TV, com o cabo, com os vídeos, continua a ser uma grande pedida como forma de distração. Ir ao cinema é diferente de ver um filme em casa. A magia da telona é insubstituível, sem contar o fato de que a maioria dos filmes é feita em função do tamanho da tela e, também, visando a intimidade da sala de projeções.
Preços





