Praça Londrina - Estelio Feldman
Há algum tempo, publiquei aqui a queixa formulada por pessoas que andavam pela ciclovia que circunda o Igapó. Indicavam que o uso da ciclovia era prejudicado pela presença de pessoas (e até de animais) que andavam por lá, o que provocava um risco a todos, tanto aos que usavam a bicicleta quanto aos pedestres.
A situação, desde então, não melhorou. E, para piorar, alguns usuários vieram contar que, além do problema dos pedestres, há agora outro: a ciclovia está invadida pelo mato, o piso está em péssimas condições, andar por ela se tornou uma aventura tanto quanto insegura.
Sabemos que andar de bicicleta faz bem à saúde. Segundo os especialistas, andar a pé ainda é melhor, mas a bicicleta ajuda no desenvolvimento físico e constitui exercício bastante agradável. Isto sem falar, claro, dos outros benefícios do ciclismo. Entretanto, há um problema sério para quem anda de bicicleta no trânsito: os motoristas, em geral, não respeitam os ciclistas. Aliás, não respeitam nada que ande em duas rodas ou que use os pés.
Então, a opção boa para andar de bicicleta é, naturalmente, uma via exclusiva, como deveria ser a ciclovia. E é certo que o reclamo, em relação à conservação daquela, via se destina, basicamente, às autoridades municipais que precisam cuidar mais não só dela mas de tudo o que envolve o Igapó, um local tão aprazível e, infelizmente, abandonado. Creio que já deu tempo de a nova administração tomar pulso da situação, sendo justo reclamar que assuma seu papel, o que inclui preservar a ciclovia.
Xerox 4
Nem eu consigo acreditar que aquela reclamação sobre o uso de xerox lá na UEL fosse ter tamanha repercussão.
No sábado, recebia uma professora do Centro de Ciências Agrárias, que veio contar que naquele Centro existem dois funcionários e duas máquinas. E assinala que percebe que todos querem ser atendidos ao mesmo tempo. Entende ela que é uma coisa realmente impossível e pede para dizer que, em seu entendimento, o pessoal do xerox é quem mais trabalha ali.
Ela pondera que uma fórmula para diminuir o problema seria a participação dos centros acadêmicos ou dos diretórios, dividindo as responsabilidades. E assinala entender que o ensino gratuito que a Universidade oferece diz respeito à escola e aos professores. Já livros, xerox e outras coisas não são gratuitos e incumbe aos alunos também tentar resolver o problema, sem culpar a UEL por isto.
A mestra vai até um pouco além, reclamando da falta de maior interação entre alunos, responsáveis e escola. Diz que se houvesse mais livros na Biblioteca, por exemplo, talvez não fosse necessário fazer tantas cópias de xerox. E lembra que participou de várias campanhas para conseguir doações para a Biblioteca, com reduzida participação. E entende que se houvesse esta participação maior da comunidade, principalmente de pais de alunos, muitos problemas da UEL poderiam ser resolvidos, inclusive os do xerox.
Xerox-5
Espero que este seja o último capítulo da novela Xerox na UEL, que começou de maneira quase despretensiosa. Ocorre que recebi da Coordenadoria de Recursos Humanos da Universidade um ofício, assinado pelo seu coordenador, Antonio Benedito Guirro, informando que encaminhou ao setor responsável pelo treinamento de servidores um ofício pedindo providências urgentes para a realização de cursos de Técnicas de Atendimento ao Público para os Auxiliares de Reprografia que trabalham na UEL.
Por outro lado, como a Coordenadoria de Recursos Humanos não é, conforme informa o ofício, responsável pela manutenção das máquinas, foi feita solicitação à Coordenadoria de Administração e Finanças no sentido de que tome conhecimento do assunto e atue ali visando melhorar os equipamentos.
Está aí, então, uma palavra oficial de um setor da UEL. Entendo, ademais, que devo destacar um dos parágrafos finais do ofício:
É a Comunidade que, com seus impostos, nos paga e nos mantém. A essa comunidade devemos nosso respeito e o nosso pronto atendimento. É nossa obrigação ouvir a voz do cliente.
Foram 5 capítulos de uma longa história que tem, ao que parece, a perspectiva de um final feliz. Se todas as questões enfocadas aqui tivessem tal atenção, creio que muitos problemas da comunidade londrinense seriam facilmente resolvidos.
Divulgação inestimável





