Praça Londrina - Estelio Feldman
O jovem Daniel Martinon, filho do saudoso e inesquecível fotógrafo (diria até artista), de mesmo nome, que aprendeu do pai o gosto pela arte, está há muito trabalhando para concretizar um sonho: editar uma série de cartões-postais de Londrina. Já fez as fotos, já encaminhou o trabalho. Mas, naturalmente, enfrenta os desafios de todo o empreendimento - a falta de meios para concretizar plenamente seu propósito.
Então, resolveu realizar o seu sonho por partes e acaba de lançar o primeiro postal da série, uma maravilhosa vista aérea de Londrina, com seu perfil tão fantástico que provoca dúvidas até sobre a idade do município. Não é possível que em pouco mais de 60 anos, tudo isto tenha sido erguido! É esta a realidade, muito bem retratada por Daniel.
Este primeiro postal da série já está disponível em bancas de jornais e em outros locais. Para nós, que gostamos de Londrina e que queremos mostrar aos parentes e amigos que não têm a felicidade de conhecer nossa cidade menina é uma boa mandar os postais do Daniel Martinon.
E vamos esperar pelos outros da série. O autor me informou que pretende, dentro das possibilidades, lançar outros logo. E, com o tempo, quer fazer até um verdadeiro álbum com os postais. Daniel poderia receber apoio para esta iniciativa, até porque os postais ajudam a divulgar uma cidade, o que é do interesse comum.Olha o leão
Dizem os norte-americanos que de duas coisas ninguém escapa: da morte e dos impostos. Se isso fosse mesmo verdade (em relação aos impostos, claro, porque de fato da primeira até agora ninguém conseguiu fugir, mesmo) até seria menos penosa a obrigação de cumprir aquela obrigação de cidadania que é a de pagar os tributos devidos.
Ocorre que muita gente escapa dos impostos. Para piorar, o dinheiro que a gente entrega ao Governo, de muitas formas, nem sempre é usado com critério e decência. Estão aí os escândalos, os abusos, todas as coisas que a gente acompanha quase que diariamente no noticiário. Isso sem contar o que podemos ver no dia-a-dia.
De qualquer modo, está chegando a hora do encontro com o leão. Até o fim do mês é preciso - para os que estão na faixa legal - ajustar contas com ele, declarar os ganhos, assumir o compromisso de pagar o famoso Imposto de Renda. Trata-se, em tese, do imposto mais justo que existe porque incide sobre o que se recebe. Na prática, há discussões, porque até hoje tem quem discorde da idéia segundo a qual salário é renda.
Mas como não adianta discutir, o negócio é enfrentar a papelada - ou o computador, para quem vai fazer via disquete - e fazer tudo direitinho, porque senão o leão pega mesmo. E também não perder o prazo porque a multa está cada vez maior. Fica o desejo de que todos paguem e que o dinheiro seja de fato bem aplicado.Xérox
A propósito do comentário aqui feito sobre a dificuldade em usar as máquinas de xérox da UEL, um professor aposentado conversou comigo para ponderar que considera lamentável a prática, cada vez mais difundida, de se copiar livros.
De fato, todo mundo sabe que isso acontece. E quando abri espaço para o aluno que reclamou, eu o fiz pela situação em si. As máquinas são usadas para muitas coisas e não só para tirar cópias de livros. Prática que, na verdade, é inaceitável e constitui uma ilegalidade.
Acontece que nesse, como em tantos outros casos, há muitas faces na questão. Há quem xeroque livros porque, pura e simplesmente, não tem condições de comprá-los. Existe uma realidade nacional que não pode ser desconhecida. Discute-se muito a escola pública de graça, por exemplo, mas os que insistem em ensino pago não pensam que talvez mais da metade dos que estudam, hoje, teriam de abandonar a escola se tivessem que pagar. E quem estuda, notadamente no curso superior, precisa de muitos livros. Só que também não tem condições de comprá-los. Quanto a mim, quando fiz meu curso superior, tive a sorte de contar com os livros do meu companheiro de jornal, Oswaldo Militão.
Naturalmente, copiar livros não é prática aceitável. Entretanto, a queixa sobre a situação que ocorre na UEL continua válida. Penso que se existe um serviço à disposição, ele deve funcionar, o que não está acontecendo.Atraso nas prestações





