Praça Londrina - Estelio Feldman
Tenho observado um número maior de viaturas da Polícia Militar nas ruas, nos últimos tempos. Também vi algumas paradas em locais que se poderia chamar de estratégicos. Curioso que isto ocorra exatamente na época em que, com as denúncias feitas pela TV, tenha havido uma grande queda na confiança pública em relação aos policiais.
No entanto, nós precisamos deles. E a obrigação do Governo é a de prover segurança para a população. Discute-se o papel da PM e há até propostas no sentido de mudar tudo, unificar as polícias. É uma questão a ser muito debatida. De qualquer modo, a função maior da Polícia Militar, segundo se sabe, é a de realizar o trabalho de policiamento preventivo. A presença de policiais nas ruas, cria (ou deveria criar) um clima de mais segurança. As viaturas rodando pela Cidade, paradas em locais mais carentes, também oferecem uma visão de segurança.
Nesta segunda-feira celebra-se Tiradentes, herói na luta pela Independência e patrono das Polícias Militares. Uma data muito oportuna para que se repense a ação da PM e para tentar dar um novo crédito de confiança aos que na corporação têm a missão de oferecer segurança efetiva à população. Com mais viaturas, com mais homens (e com situação melhor para os efetivos) será possível ter-se uma polícia que proteja a população e que não assuste as pessoas. Não é muito. Mas já seria, sem dúvida, um começo muito bom.
Xerox na UEL
Um estudante da UEL, sem saber a quem reclamar, lembrou (que bom!) desta Praça. E veio contar o seu problema. Informou que nos vários centros da Universidade existem locais para que os alunos possam fazer xerox, o que é muito útil e necessário para estudos e pesquisas. Além do preço, menor, há também a comodidade porque o estudante não precisa vir ao centro da Cidade para fazer a cópia e voltar ao Campus universitário. Está tudo lá.
Seria ideal não fossem dois pequenos problemas: parte das máquinas em muitos locais não funciona e os funcionários que atendem os estudantes não primam pela agilidade. Esta junção de poucas máquinas e funcionários vagarosos produz como resultado filas imensas, demora absurda. O estudante tem que optar: entra na fila e fica lá mais de uma hora, perdendo até aula, ou desiste.
Sabemos todos dos problemas que a UEL enfrenta, inclusive na área financeira. Entretanto, é lógico que a gente concorda com o aluno que reclama de uma situação que acaba sendo prejudicial a todos. Penso que, com um pouco mais de disposição, inclusive (se necessário) o treinamento dos que atendem ao setor, parte do problema poderia ser resolvido. Também creio que seria possível usar parcerias para reparar máquinas que não estejam em funcionamento. Por menos importante que a reclamação possa parecer, deva merecer a atenção dos responsáveis pela nossa Universidade.
Lobato
Dia destes, um colega aqui da Redação estava procurando os livros infantis de Monteiro Lobato para comprar. Queria que os filhos lessem. Não encontrou. Está pensando em procurar a editora, que lançou sua coleção.
Interessante que o tenha feito exatamente nesta época. Amanhã é o dia do nascimento de Monteiro Lobato e, por causa disto, também é o Dia Nacional do Livro Infantil. Pois Lobato foi o grande, o maior, o precursor mesmo da literatura infantil no Brasil. Ele criou um universo nacional com sua Emilia, a boneca falante, Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Tia Nastácia. Foi a partir de Lobato que passamos a ter um universo ficcional infantil próprio. Creio, até, que Lobato é o precursor de Maurício de Souza, com seus personagens também nacionais, nos quadrinhos.
Para marcar o Dia de Lobato, haverá atividades especiais, hoje, no setor infantil da Biblioteca Pública Municipal, do centro, e também na Biblioteca da Vila Nova. É bom que se preserve a memória, que se relembre um autor de tamanha importância. Mas melhor ainda seria se os livros dele voltassem às livrarias. Claro, é quase uma utopia falar em livros no Brasil. Todavia, todos perdemos porque os livros de Lobato hoje só são encontráveis em bibliotecas.
A propósito, não é só Lobato. Um leitor contou que está louco atrás de um livro com os poemas de Gonçalves Dias. Também só o encontra na Biblioteca. Reedição, nem pensar. O negócio é procurar no sebo, o que é igualmente uma pena.
Desmontando o time





