Li ontem que a indefinição ameaça o time de vôlei feminino do Country que representou Londrina na Liga Nacional. E penso que assim como foi feito com o futebol e com o basquete, é preciso apoiar o vôlei. O time, com todas as limitações, não envergonhou a gente na Liga Nacional. Foi brioso, divulgou a Cidade, mostrou garra. Hoje, três de nossas jogadoras estão na seleção brasileira juvenil. Ainda que a equipe não mantenha a vaga na Liga Nacional (embora as notícias sejam as de que o Country poderá continuar ali) o trabalho deve ter prosseguimento. E o apoio precisa vir.
Vejam que Curitiba está montando uma estrutura para o vôlei feminino. Ora, penso que deveríamos ganhar apoio também estadual para a nossa equipe. A propósito, sei que muitos leitores divergem de minha opinião, afirmando que se gasta muito com basquete ou vôlei enquanto há outras prioridades. Citam principalmente a miséria, a situação das crianças abandonadas. Mas o esporte é uma opção para as crianças e, também, uma alternativa para vencer a miséria.
E, depois, entendo que Londrina não pode perder terreno conquistado. Assim como o basquete, as jovens do vôlei conquistaram um espaço importante. Não vamos perder isto. Creio que a Ametur pode ajudar, mas penso também que pode haver apoio da iniciativa privada. Não vamos deixar morrer esta iniciativa, não vamos jogar fora todo um excelente trabalho realizado pelo Country e pela sua treinadora, a competente Farid Beraldo, que é, aliás, a única mulher técnica de vôlei na Liga Nacional.


Exposição
É só hoje e amanhã. A nossa Exposição, outra vez sucesso de público e de negócios, vive os últimos dois dias. E é certo, principalmente se o tempo continuar firme (lembro de uma vez em que choveu tanto durante a semana da Exposição que acabaram prorrogando a mostra, até para que os donos de barracas tentassem, ao menos, diminuir o prejuízo) que milhares de pessoas vão visitá-la.
E é bem provável que quem vá à Exposição nestes dois últimos dias leve alguma vantagem. Em clima de fim de festa, é possível que os donos de barracas resolvam baixar preços, fazer ofertas, porque, afinal, melhor vender mais barato do que ficar com o encalhe.
A Exposição, já disse e repito, é uma realização das mais importantes porque movimenta a Cidade, a região toda, traz visitantes, faz girar dinheiro. E como os especialistas dizem, o que faz a economia andar não é acumular dinheiro, mas fazê-lo girar.
Para este fim de semana, sem qualquer dúvida, creio que ir à Exposição é o melhor programa. E não só para gastar, mas para ver também porque há muita coisa em exibição que vale a pena conhecer.
Inclusive o motivo inicial de tudo que, como vocês sabem, é o gado. Pois foi com o gado que tudo começou, com a idéia de estimular a produção agropecuária. Animais lindos, premiados, espécimes que poucos podem conhecer como nós, aqui, na nossa Exposição. Só por eles já valeria a pena visitar a Mostra.


Correria para a UEL
Vendo a velocidade que os motoristas desenvolvem no prolongamento da avenida Castelo Branco, a caminho da UEL, passando por baixo da rodovia, fico pensando que, de fato, os estudantes querem mesmo aprender. Correm como loucos numa via estreita e de mão dupla e, com frequência, se observam ali ultrapassagens perigosas, tanto para os que as realizam quanto para os demais.
Daí, vendo a notícia da morte da menina, atropelada na zona norte, ela também vítima inocente deste trânsito louco (que não é só um problema de Londrina, o que não muda em nada a questão) fiquei a pensar que parece que o homem não aprende nada, mesmo. Por que correm tanto os motoristas, os motoqueiros? Não é para chegar mais cedo à UEL ou a qualquer outro lugar. Ademais, esta é, ainda, apesar de tudo, uma cidade pequena. Em São Paulo, eu andava 30 quilômetros para ir de casa ao trabalho. Aqui, poucos fazem 10 quilômetros para isto. Para que correr?
Depois que a tragédia acontece, aí não há mais nada a fazer a não ser chorar, lamentar. Este é o típico caso em que evitar não é a melhor solução, é a única. Se todos rodassem em velocidade adequada, sem abusos, sem loucuras, o risco seria menor tanto para os que dirigem quanto para os que, como a pequena Alessandra, apenas passam por uma rua ou avenida. Não há o que justifique abusos, como não haverá nada que possa diminuir a dor de quem perde um filho em situação tão terrível.


Exemplo dá cadeia

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