A propósito da nota publicada aqui sobre a ‘ameaça’ de cachorros aos pedestres, no Zerão, fui informado que tramita, na Câmara de Vereadores, um projeto visando alterar o Código de Posturas Municipais justamente no capítulo relativo aos cães. O projeto é de autoria do vereador Jorge Scaff e proíbe que se leve cães para locais públicos, aí incluído o Zerão, as margens de todos os lagos Igapó e outros.
O atual Código de Posturas já se preocupa com o assunto, prevendo multas para quem maltratar animais e determinando que os donos adotem cautelas para proteger os circunstantes, quando estejam acompanhados de seus cachorros. Quer dizer, lei até que já existe, só que, como parece ser um hábito entre nós, não é muito levada a sério.
Quanto à proposta do vereador Jorge Scaff, sua tramitação não parece muito fácil, não. A Comissão de Justiça da Câmara, em parecer, considerou que a proposição representa um ‘excesso de zelo’, considerando que a lei atual já é ‘rigorosa’. Os membros da Comissão ponderam, ainda, que a alteração proposta pelo citado vereador representa um cerceamento do direito do cidadão que queira passear com seu animal de estimação.
O problema que persiste é o da segurança dos outros. O dono do cachorro tem liberdade para levar seu bichinho a passear, mas os outros devem ter direito à segurança em seus passeios por locais públicos. Só não se espera que haja mobilização de cachorros para acompanhar a votação da matéria na Câmara.


Fila perdido
Parece que o chamado ‘melhor amigo do homem’ reclama seu espaço na nossa Praça. A Ana Maria, do SOS Vida Animal, que vez ou outra entra em contato com a gente, ligou ontem para informar sobre o surgimento de um cão fila amarelo lá no Heimtal. O cachorro está circulando por ali mas não parece ser um animal abandonado, tendo inclusive uma coleira. Não se sabe se fugiu, se se perdeu (o que parece estranho para um cão); o que se sabe é que o animal está andando por lá e corre risco de vida.
Verdade, segundo informou Ana Maria, contando que um morador do local só não matou o cachorro porque a espingarda em que tentou alvejá-lo falhou. A alegação do cidadão para tentar liquidar o cão foi a de que o fila passa pela sua casa, o que deixa irritado o ‘pastor’ que ele tem. É uma latição que não o deixa dormir.
A espingarda falhou, mas comenta-se que tem quem pretenda envenenar o animal. Pensando que o fila pode ter dono, o Wagner, que se preocupa com ele, lá no Heimtal, avisa que o eventual proprietário pode entrar em contato com ele pelo telefone 329-7643, no horário comercial. Já o SOS Vida Animal informa que, se alguém quiser ficar com o cão, também deve entrar em contato com o Wagner, que a entidade se compromete a cuidar da legalização da entrega do bicho. O que ninguém quer é que o fila extraviado seja morto estupidamente apenas por estar perdido.


Comunicação
A 35ª Assembléia Geral da Conferência Episcopal do Brasil, que se realiza em Itaici, interior de São Paulo, reunindo mais de 300 bispos, centrará suas discussões em torno do tema ‘‘A Igreja e a Comunicação às Vésperas do Terceiro Milênio’’. Os prelados vão se deter sobre o papel da Igreja e a forma com que anuncia a mensagem evangélica, preparando a comunicação para o terceiro milênio.
Atualmente, de modo geral, muitas denominações religiosas buscam os meios de comunicação para divulgar a mensagem. Algumas Igrejas têm emissoras de rádio, controlam televisão, publicam jornais, revistas. Penso que nunca, como nos tempos que correm, se falou tanto sobre Jesus, a Salvação e tudo o que envolve o tema religoso quanto agora. Entretanto, curiosamente, nunca se viu também tanta miséria, dor, sofrimento, abuso.
Seja como for, diante da própria ordenação de Jesus, contida no Evangelho, está certo o esforço. Jesus mandou que seus discípulos levassem a Palavra a toda parte. Vamos então esperar para ver o que nos reserva a Igreja Católica, o que será feito com vistas ao grande evento do terceiro milênio, que afinal está intimamente ligado ao Cristianismo, já que nosso calendário tem a presença de Cristo na Terra como marco inicial. O Papa já convocou a Igreja para esta grande celebração, um restaurar de esperanças num tempo tão cheio de preocupações como estamos vivendo.


Excesso de oferta

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