Praça Londrina - Estelio Feldman
Um leitor ligou ontem cedo para contar que, domingo, no Zerão, teve um assustador encontro com um enorme cachorro (um doberman adulto, segundo contou) que circulava tranquilamente pelo local, sem coleira, sem focinheira, enquanto sua dona ficava bem atrás. Lembrando fatos bem recentes, fartamente noticiados pela imprensa, sobre ataques de cães a pessoas, que resultaram em morte, o leitor pondera que é, no mínimo, irresponsabilidade alguém sair com um cachorro potencialmente perigoso sem tomar certos cuidados.
Os donos, disse, sempre acham que seus cachorros são mansos, que não vão atacar ninguém. Mas eles atacam e, por vezes, matam. Depois, não há o que fazer, a não ser lamentar. E, como o leitor bem disse, depois da tragédia acontecida, nada poderá modificar a realidade.
Penso que a reclamação é procedente. Nada tenho contra os cachorros, animais que para muitos são o símbolo da fidelidade. Entretanto, penso que os responsáveis pelos referidos animais têm a obrigação de adotar certas cautelas, inclusive em defesa dos outros. Como já diziam os antigos, é sempre melhor prevenir que remediar.
Concordo que o Zerão é um lugar público e quem tem cachorro, principalmente morando em apartamento, aprecia o local para levar o animal. Todavia, é imperativo que os responsáveis pelos cães adotem providências em proteção dos outros. Não é difícil e, com toda certeza, garante a tranquilidade para todos os interessados.
Melhorou
A sinalização feita sobre o pavimento (sinalização vertical) na rua Humaitá, perto da entrada para as novas instalações do Colégio Universitário, melhorou bastante o fluxo pelo local e diminuiu o risco de acidentes. Uma idéia simples, inteligentemente implementada, tornando até - pelo menos numa observação preliminar - desnecesssário colocar semáforo ou mesmo quebra-molas no local.
O que ajudou, porém, foi o fato de a rua, naquele trecho, ser bastante larga, possibilitando até que o tráfego possa fluir sem maiores contratempos. Pena que muitas artérias de Londrina, especialmente na chamada região central, sejam muito estreitas, o que torna mais difícil conseguir algum tipo de medida paliativa para melhorar o fluxo do trânsito.
O que poderia ajudar um pouco é a proibição de estacionamento de carros em ambos os lados das ruas, o que torna ainda mais estreito o espaço para quem transita. Isto, porém, cria outro problema, exatamente o de estacionar, que é um dos grandes desafios para o motorista, notadamente no centro da Cidade.
Para complicar, os estacionamentos pagos estão cobrando, de modo geral, um pouco caro para estacionar. Ainda há locais em que se paga um real por hora, mas são poucos estes estabelecimentos. De qualquer modo, o motorista que precisar usar um estacionamento deve procurar outras opções antes de parar. Com certeza acabará pagando menos.
Exposição
Sábado e domingo com sol, dia claro, o fim-de-semana foi muito bom para a Exposição. Gente por toda parte, um movimento intenso. Como disse uma pessoa, tinha mais gente, principalmente domingo, na Exposição, que a maioria das cidades brasileiras tem de população. O que foi bom para os expositores, para quem montou barraca, para todo mundo.
A Exposição continua a ser a grande realização londrinense, a evidenciar como é possível, com trabalho e disposição, produzir bons eventos. A mostra traz gente, movimenta dinheiro, cria empregos, restaura o ânimo. E mais até do que isto, mostra que a resposta em situações difíceis não é ficar se lamentando, mas fazer alguma coisa. Londrina, que já superou tantos obstáculos ao longo de sua curta e produtiva vida, precisa voltar às origens neste caso: redescobrir que ao invés de reclamar dos outros (especialmente do Governo) é preciso confiar em si e partir para a luta.
A propósito, recebo convite para outra promoção que vai se realizar no mesmo local da Exposição, o Parque Ney Braga. É a Expogranja, 1ª Feira de Aves, suínos e milho, que se realizará de 6 a 10 de agosto. Deve trazer mais gente, provocar mais movimento, estimular ainda mais a atividade ligada a promoções deste tipo. Assim é que se responde às dificuldades: criando eventos e seguindo em frente. Tem sido sempre assim, com Londrina respondendo aos desafios com trabalho, visão e vontade.
Tarifas e inflação





