Praça Londrina - Estelio Feldman
Vendo gente formando fila diante de agências bancárias pelas 8 e meia da manhã, fiquei pensando na idéia que durante tantos anos a gente, aqui no jornal, tentou passar a respeito. Pensávamos então, como continuo a pensar agora, que os bancos deveriam funcionar no mesmo horário que o comércio. Afinal, uma coisa depende da outra. E, em certo sentido, banco também é uma casa de comércio.
Mas, claro, as coisas não são assim, nem parece que vão melhorar. Ao contrário, ouvi falar que o projeto é reduzir em mais uma hora o tempo de atendimento dos bancos ao público. Dizem que, com a informatização, isto não prejudica nada. Existem os caixas eletrônicos, que as pessoas podem acessar a qualquer hora, os múltiplos computadores que garantem a realização de todos os serviços, o serviço por telefone, por fax. Entretanto, se tem gente fazendo fila, é porque ainda assim o banco aberto é importante.
Diminuir o horário de atendimento, informam, também atende à necessidade de reduzir custos bancários, no momento em que as coisas não estão tão boas para os bancos como no passado. Só que ninguém parece pensar no custo da fila, no que representam horas de espera para o banco abrir e para que o cliente ou usuário seja atendido.
O dia em que se fizer a estatística do custo das filas (quanto se perde em tempo produtivo, esperando atendimento, não só em bancos mas em toda parte) vai-se ver que a economia individual do banco pode ser um elevado prejuízo para a sociedade. Infelizmente, porém, ninguém pensa nisto.
Automulta
O chefe nacional da polícia israelense multou a si próprio, na quinta-feira, por ter feito um telefonema irregular num celular enquanto dirigia, informou uma porta-voz da polícia. O comissário Assaf Hefetz se automultou, disse ela, depois que motoristas o viram segurando o telefone junto à direção e o denunciaram a uma emissora de rádio. Em Israel, a lei permite que os motoristas façam ligações telefônicas pelo celular com a utilização de um microfone, para que as mãos fiquem livres. Hefetz, que pagará uma multa de US$ 225, disse à rádio: Pensei que era permitido falar de um celular com o aparelho apoiado no ombro.
A gente não sabe se o citado chefe de polícia teria punido a si próprio caso não tivesse sido flagrado e denunciado. Entretanto, o que vale, pelo que entendo, é que, tendo sido denunciado, o sr. Assaf não procurou inventar desculpas, como por exemplo alegar que estava dando importantes ordens ou ouvindo informações relevantes. Nem usou o cargo como desculpa. Apenas, assumiu o erro e vai pagar por isto.
Imaginem se a moda pega, se os policiais resolverem se autopunir sempre que cometem algum tipo de ilegalidade. Vai faltar talão de multa! Sem brincadeira, é certo que ainda que resultante de uma infração, o episódio é muito educativo. E é certo que o mundo seria melhor se as autoridades tivessem este tipo de comportamento do chefe da polícia de Israel.
TV a cabo
Os usuários da TV a cabo ganharam mais um canal, o CMT, que traduzido quer dizer Country Music Television. E, como o título já diz, é um canal que só transmite a chamada música country, mais ou menos um tipo de música caipira ou sertaneja ou que nome se dê a ela. Foi lançada agora para marcar até o início da Exposição de Londrina, o que é muito oportuno. O que não sei dizer é se será preciso um canal exclusivo só para a country music. A MTV, que é um canal para música, com muito clip, anda diversificando sua atuação.
Ouvi dizer, por outro lado, que está se cogitando de lançar, na rede de cabo de Londrina, o Eurochanel que, parece, tem uma bela e diversificada programação. É bom, inclusive porque o que se espera mesmo é o aumento contínuo da oferta para os assinantes, o que também funciona como atrativo para quem ainda não assina.
Entretanto, assinantes que entram em contato com a Praça continuam a insistir que o que realmente gostariam era de ver incluído na programação ou o Canal Warner, ou o Sony, ou, o que seria ainda melhor, ambos. São canais que oferecem séries, filmes, muitas atrações que podem ajudar a completar a programação da TV a cabo.
O que seria interessante, aliás, é que a NET, a operadora de cabo em Londrina, buscasse maior interação com seus assinantes e com o público, procurando saber o que querem, tentando atendê-los ou explicando por que não o faz.
Mil e uma noites





