Sob o título acima, publiquei, anteontem, uma reclamação dos alunos que cursam a Escola do Ministério Público (curso ministrado à noite, todos os dias, nas dependências do Máxi), a respeito da falta de segurança para os seus carros estacionados na praça que fica diante do portão principal do estabelecimento. Narrei não só a ocorrência de furtos e vandalismo contra os veículos mas também a observação dos alunos que criticavam o que consideravam a falta de interesse dos responsáveis pela questão.
O promotor Raimundo Nogueira Soares, diretor da Escola do Ministério Público, veio à redação no mesmo dia para contestar a aludida ‘falta de atenção’. Disse que ele, como os responsáveis pelo Máxi, estava preocupado com o assunto e informou até que ambos haviam oficiado à PM para pedir policiamento no local. Isto depois de ponderar que não seria correto ou adequado colocar seguranças particulares ali. Adiantou inclusive que além do ofício ele vai pessoalmente falar com o comando da PM para reforçar o pedido feito.
Bom. Afinal, o que os alunos querem é que haja medidas para garantir segurança não só para os veículos mas para eles, que saem das aulas lá pelas 11 da noite e podem ser assaltados ao irem buscar os carros.


RetrocessoA ira do povo
Ontem de manhã, passei pela banca de jornais que fica em frente ao Correio, o que faço às vezes para dar uma olhada nos periódicos que são postos em exposição. Pelo menos, a gente sai de lá um pouco informado sobre os assuntos em evidência.
O curioso ontem foi ver um senhor (depois soube que se chama Artur) apontando para a foto do ex-presidente Cubas, do Paraguai, e comentando em voz alta: ‘‘O cara rouba e mata na terra dele e daí vem para cá, viver na boa’’. Um amigo do seu Artur, que estava ao lado, ponderou que ainda não se provou que Cubas matou alguém, mas isto não convenceu: ‘‘Fugiu, isto já é quase uma confissão’’, disse.
Não satisfeito, seu Artur apontou para outra notícia: os bancos fecham quinta-feira e só abrem na segunda. ‘‘Um absurdo, 4 dias fechados’’, comentou o leitor. Mas o que mais o irritou foi a outra notícia, sobre a abolição do kit de emergência para os carros. Seu Artur contou que comprou um, logo que a obrigação entrou em vigor. Mas, um dia, saindo de viagem, esqueceu o tal kit. Foi parado por um policial em Cornélio Procópio. Não foi multado, mas para escapar desta, teve de comprar outro kit, naquela cidade. Agora, está com dois e a lei pode cair, dependendo da sanção do presidente. A vontade dele é a de mandar os dois para o Governo.


Insegurança

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