Praça Londrina - Estélio Feldman
A gente acompanha a crise do Hospital das Clínicas de Curitiba e sabe que este é um problema comum, que atinge todos os órgãos de saúde no Estado e no País. Também por aqui, estabelecimentos como o Hospital Universitário, enfrentam enormes dificuldades. Hospitais que tratam de problemas mais específicos, como o Instituto do Câncer de Londrina, também vivem enfrentando problemas.
É importante ressaltar que tais problemas, seja os do HC de Curitiba, do HU de Londrina e de tantos outros que prestam atendimento a doentes de vários municípios, não são apenas da cidade que os abriga mas pelo menos de toda a região. Isto significa que também na busca de soluções para estas dificuldades seria interessante que houvesse participação regional.
Trata-se de uma realidade: centros maiores, como Curitiba e Londrina, recebem doentes de toda parte. Mas não recebem recursos para atendê-los. No passado, entidades regionais que congregam as Prefeituras lançaram idéias no sentido de um trabalho comum de assistência a estabelecimentos que atendem à população da área. Na Amuvi, microrregião dos municípios do Vale do Ivaí, houve há tempos um trabalho comum para manter um hospital regional.
Esta pode ser uma opção hoje para estabelecimentos como os citados. Certo, incumbe ao Governo do Estado dar-lhes condições. Mas a ajuda dos municípios que se beneficiam do trabalho daqueles hospitais poderia minorar suas dificuldades.
À meia-luz
As reclamações surgem de leitores residentes em vários pontos da Cidade: a iluminação pública em Londrina está mais para ambiente de boate que para cidade com foros de metrópole. Depois da verdadeira festa de luzes do final do ano, bancada na quase totalidade pela população, a situação antigiu o extremo oposto.
Em alguns casos, culpa-se as árvores pela escuridão. São muito frondosas, cobrem as lâmpadas dos postes. Mas isto também tem uma solução: as autoridades precisam podar as árvores. Entretanto, isto é parte apenas do problema. O que se tem mesmo são postes com lâmpadas queimadas e que não são substituídas.
E não se pode esquecer que o contribuinte paga pela iluminação pública. Não se trata de presente da Prefeitura, é obrigação das autoridades. Se quem deve resolver isto é a Copel ou a Prefeitura, não é o que importa ao cidadão, o que se quer é que a iluminação seja adequada às necessidades.
Não se pode deixar de lembrar, igualmente, o aspecto da segurança. Ruas escuras, terrenos baldios cobertos pelo mato, eis dois fatores que se unem para tornar mais insegura a vida pública. Quando a gente une isto à falta de um policiamento ostensivo pelas ruas, tem-se o paraíso dos marginais e o inferno das pessoas. Não podemos esquecer dos milhares de jovens que estudam à noite e que precisam andar diariamente por estas ruas inseguras e escuras.
Patrocínio
O sr. Manoel Lopes, diretor da TCGL, diz que ainda não há nada decidido sobre a continuidade do patrocínio do time de basquete que representa a Cidade no Campeonato Nacional. Afirma que até maio muita coisa vai acontecer. Maio, sabe-se, é o prazo final do patrocínio da empresa.
Este porém não é o único problema que se tem na esfera do esporte. A Prefeitura mostrou interesse em solucionar o problema do futebol profissional, o que pode ser considerado satisfatório porque, afinal, é o chamado esporte preferido do povo brasileiro. Mas o que se nota é que falta idêntica preocupação em relação ao esporte amador. O basquete esta aí, representando bem a Cidade, e ameaçando de ficar sem patrocínio. Quanto ao vôlei feminino, nem se sabe o que vai acontecer. Mas a perspectiva não é das melhores.
O mais interessante é que o esporte pode ser um elemento de enorme importância para a melhoria de vida da população. Para muitas crianças, pode ser uma das portas abertas para um futuro melhor. Todavia, isto não vai acontecer por milagre, sem um trabalho profundo e continuado. Londrina já teve grandes nomes no esporte amador, no atletismo. Hoje, onde estão? Agora, são poucos os que se destacam porque não há apoio, continuidade, trabalho sério. Nossas crianças poderiam se beneficiar muito da prática desportiva. Mas a Ametur precisa estar à frente disto para garantir este caminho.
Aperfeiçoamento





