Está chegando a grande festa nacional que é a Exposição promovida pela Sociedade Rural do Paraná. Está tudo em andamento e os promotores, como de costume, esperam que este ano o sucesso seja maior que o de 96, o que é natural.
Para que isto ocorra, entre outras coisas, o bom seria que as lições do passado fossem aprendidas. Por exemplo: no ano passado, a professora de turismo Sarah Bacall, em palestra feita na Acil, sugeriu que se realizasse um atendimento entre as locadoras de carros da região para que, na época da Exposição, houvesse maior oferta.
A sugestão decorreu da observação feita pela profissional relativa à dificuldade de alugar carros devido à maior procura, provocada pelo número de visitantes. Não sei se alguma providência foi tomada neste sentido, mas fica aqui a idéia da professora Sarah, simples, mas bastante objetiva.
Na realidade, salta aos olhos a necessidade de se realizar um planejamento em relação aos grandes eventos, como a Exposição. Toda região poderia se envolver e participar de modo a oferecer mais facilidades aos interessados, tanto expositores quanto o público. O Norte do Paraná forma, hoje, um conjunto que pode potencializar suas atividades a partir de uma integração que reuniria prefeituras e entidades como as Associações Comerciais e Industriais e entidades ligadas à agricultura. A Exposição da SRP poderá se beneficiar muito da formação de um espírito regional em sua promoção.


ConfortoReclamações sobre filas, desconforto, demora no atendimento por parte de agências bancárias são muito comuns. Também por isto, o sistema de trabalho desenvolvido pela agência do Banestado na Higienópolis, esquina com JK, vale ser difundido. Lá não tem filas e as pessoas esperam sentadas para serem atendidas.
A coisa é simples e funciona. Quando as pessoas entram na agência, dirigem-se a um tipo de máquina e ali tiram uma senha. Recebem o número de chamada e, então, podem ficar esperando tranquilamente até que sejam chamadas por um mostrador ao lado dos caixas. Certamente um sistema como este não pode ser colocado em agências muito movimentadas, mas é uma idéia inteligente, simples e objetiva e que mostra a disposição de se oferecer melhores condições para os clientes.
A questão toda, no fim, se resume a isto: atender melhor o cliente. A iniciativa adotada na citada agência do Banco do Estado talvez não sirva para outras. Todavia, em cada local pode haver alternativas. A agência central da Caixa Econômica, por exemplo, centralizou o atendimento no térreo. As filas são enormes quase que o dia todo. Mas lá funcionam cerca de duas dezenas de caixas, o que torna o atendimento rápido. O ruim é ficar numa fila enorme, com poucos caixas para atender. De qualquer modo, uma coisa é certa: quem oferecer atendimento melhor vai ganhar a preferência do público.


Alta na carneEntrou em vigor novo preço para gás liquefeito do petróleo, o GLP, alta que atinge todo mundo, sem apelação. Claro, ficam de fora os que não usam gás de cozinha, que são poucos.
Para piorar, o aumento quebra o compromisso da equipe econômica que garantiu que não autorizaria altas com intervalo inferior a um ano. Uma vez mais, é o Governo que prejudica todo o esforço que se faz visando conter a inflação e o custo de vida.
Está realmente difícil administrar as coisas, quando o principal interessado, no caso o Governo, atrapalha. E mexe com um produto que pesa diretamente no bolso, com efeitos que podem ser ainda maiores para os que, por exemplo, resolveram adotar aquecimento interno a gás.
O consumidor opta pelo gás, para fugir da alta da energia elétrica, aí o pegam aumentando o GLP. Daqui a pouco, aumentam também as tarifas de energia, sobe de novo o preço dos combustíveis e, então, que é que vai segurar o rojão da inflação?
A gente pode economizar energia, água, telefone, pode até andar mais a pé, para não gastar tarifa de ônibus, mas gás para cozinhar tudo mundo precisa. Claro, a comida anda diminuindo, também. Pior é que o que a gente vai gastar mais para comprar o gás vai fazer falta em outra coisa. Estas autoridades econômicas brasileiras precisam parar de sabotar o plano de estabilização, e logo, antes que a inflação volte a explodir.


Trânsito complicado

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