Praça Londrina - Estelio Feldman
Os estudos para a criação de novas Feiras da Lua, em vários bairros da Cidade, são muito interessantes. Sem qualquer dúvida, a Feira da Lua, que começou no estacionamento ao lado do Moringão e que também já chegou ao Parque Alvorada, foi uma das melhores e mais inteligentes iniciativas para o setor, em muito tempo. Abriu-se um horário diferente, com enormes possibilidades.
Hoje, a Feira da Lua não é só um lugar para comprar frutas, verduras, legumes, produtos defumados, mas se converteu em ponto de encontro, em local para lazer e diversão. Cada vez mais gente tem ido ao local e muitos vão para ouvir música, comer - e existe uma variada oferta também neste item - ou simplesmente para ver outras pessoas.
A Feira da Lua, nos Cinco Conjuntos, como estava sendo programado, é uma boa idéia. A região comporta. Mesmo se for realizada nas quartas-feiras, dia em que funciona ao lado do Moringão, não creio que haverá problemas de concorrência: há público suficiente para a Feira na região central como na zona norte. E também parece interessante a sugestão relativa à criação da Feirinha na zona sul. A verdade é que é uma boa idéia, existem interessados e há consumidor, como as atuais Feiras em funcionamento já o comprovam.
Com toda certeza, é iniciativa que já surge fadada ao sucesso. O londrinense mostrou que apreciou a novidade e todas as regiões da Cidade podem se beneficiar com ela.
A Pedra
A secretária da Cultura, Ângela Marçal, ligou para conversar sobre a nota aqui publicada a respeito da pedra que está colocada no gramado diante da secretaria com caracteres hebraicos invocando uma oração. Como foi citado aqui, há um erro na inscrição. A secretaria mostrou interesse em encontrar uma solução para o caso, informando que pretende inclusive entrar em contato com a artista responsável pela obra para ver o que pode ser feito a respeito.
O mais importante, porém, além do interesse manifestado pela sra. Ângela Marçal em corrigir a pedra, foram as informações sobre as atividades da secretaria, uma das quais considerei muito interessante. Contou ela que estava prevista para a noite de ontem uma apresentação da Banda Municipal na Estação Rodoviária. Sem dúvida uma coisa diferente, com música para uma despedida alegre para os que viajam, uma recepção animada aos que chegam e um entretenimento para os que esperam.
Segundo a secretaria, a idéia é promover coisas semelhantes em outras oportunidades, dependendo, naturalmente, da reação do público. Mas, como quase todo o mundo gosta de música, penso que o povo vai gostar de ouvir a banda, seja lá ou em qualquer outro lugar.
Disse ela que tem tido contatos com a Secretaria Estadual de Cultura, também com a coordenadora do evento, Nitis Jacon, e assegurou que, com certeza, Londrina terá outra vez seu Festival de Teatro.
Juros
Aqueles que nos acompanham nesta Praça são testemunhas dos alertas feitos sobre a complicada questão dos juros para as compras a prazo. Ontem, reportagem-denúncia da Folha enfatizou precisamente a verdadeira sangria que tem sido para o consumidor a elevada taxa de juros cobrada de modo geral pelo comércio e por empresas que exploram cartões de crédito.
Um leitor veio me contar que está preso nesta teia. Entrou no cartão porque parecia fácil, porque precisava comprar coisas, enfim, por todas as razões que as pessoas consomem. E, agora, não consegue sair. E está pagando algo em torno de 10% ao mês de juros sobre o saldo devedor. Com uma inflação pela casa de 1%, é fácil perceber o prejuízo.
Economia estável, naturalmente, permite ao consumidor fazer um planejamento melhor. Mas isto exige também muita atenção, especialmente quando vai comprar a prazo. É preciso - e é possível - fugir aos juros que oneram demais.
Curioso: algumas empresas cobram o mesmo valor pela compra à vista ou a prazo. A idéia é estimular o prazo. Mas está errado e não parece ser legal. Se você vai comprar à vista, o preço tem de ser menor que do crediário. Se onde for comprar não derem desconto, procure outra loja. Fuja dos juros e com isto você não apenas estará gastando menos como também ajudará a combater a especulação, a exploração e, naturalmente, a inflação.
Horário do comércio





