Praça Londrina - Estelio Feldman
Um total de 12 artistas plásticas está pintando e vendendo quadros e objetos em cerâmica e porcelana na Rua das Artes, no Armazém da Moda. Trata-se de uma novidade criada pelos responsáveis pelo local e que visa abrir um novo espaço e oferecer ao público uma opção adicional. Elas ocupam seis lojas e pagam apenas o valor do condomínio. A intenção dos empreenddores do shopping é a de estimular os artistas a fim de criar ali um espaço cultural.
Na Rua das Artes, as pessoas podem ver, muitas vezes, as artistas executando seus trabalhos. E não falta oportunidade para levar uma das obras para casa. As obras têm preços variados, ao alcance de todos oas bolsos. Pode-se encontrar um obra de arte em valores que vão de 30 a 700 reais. E, também ali, é possível usar o famoso crédito, inclusive com os cheques da moda, os famosos pré-datados.
A idéia do Armazém da Moda agradou às artistas. O espaço funciona como um ponto de encontro, onde também é possível a discussão do assunto preferido: artes plásticas. A Rua das Artes do Armazém ainda tem vagas para quem se interessar. O administrador do shopping, Edgar Fengler, adianta que a intenção é a de reunir o maior número de artistas possível, no local.
A Rua das Artes funciona diariamente, das 9 às 18 horas, inclusive aos sábados. Para maiores informações, os interessados podem ligar para o telefone 348.0154, falar com Edgar.Economia
Um leitor me ligou esta semana e deu para notar, pelo telefone, que ele estava um pouco constrangido. Acontece que ele tinha uma reclamação que parecia insignificante. Contou que estava num cartório do centro da Cidade e teve de fazer um xerox de um documento, frente e verso. Cobraram-lhe 50 centavos, 25 centavos por xerox. Segundo contou, em qualquer estabelecimento em que se faz xerox, o preço está em torno de 10 centavos. Por isto, mesmo ressaltando entender que se tratava de uma quantia pequena, o leitor entendia que era válida a queixa.
Digo mais: é válida e importante. Se você pode pagar 10 centavos por uma cópia, se alguém lhe cobra 25 está explorando. Com a diferença, você pode comprar um pãozinho, o que não é pouco. E como a gente tem que lembrar sempre que a moeda está (quase) estável, 15 centavos representam muito. Aliás, o leitor adotou, segundo disse, a postura que a gente pede ao consumidor: reclamou no local. Ocorre que, como de hábito, não teve nenhuma acolhida. É a velha história do preço é este e não adianta discutir.
Mas tem que adiantar, sim. São 15 centavos, aqui, outros 10 ali, e no fim você vai ver que estão tirando o dinheiro que é sempre difícil de ganhar. Hoje, mais que em qualquer outra ocasião, a gente tem que cuidar dos centavos para valorizar o que ganha e atender às necessidades pessoais e familiares.
Rio de fora
A Redação parou ontem pela manhã para ver o resultado da pré-seleção das cidades candidatas a sediar as Olimpíadas de 2004. E, como todos vocês já devem saber, havia 11 cidades candidatas, a comissão especial escolheu 5 e o Rio ficou fora.
Buenos Aires ficou entre as 5; o Rio, não. E não foi por falta de promoção, esforço. Muita gente apoiava a idéia. Havia, claro, quem era contra. Os argumentos a gente já conhece: o Brasil tem muitos problemas, o Rio nem se fala, e o dinheiro que se iria gastar para promover os jogos poderia ser melhor usado. São argumentos interessantes mas também discutiveis.
Há um custo para promover Olimpíadas. Mas há um lucro, também. A cidade que promove ganha em divulgação, em obras, em presença de atletas e turistas. O custo acaba sendo coberto, se houver boa administração, honestidade, competência, inteligência. Claro, dizem que Montreal, no Canadá, ainda está afundada em dívidas por causa das Olimpíadas que promoveu em 76. Mas se isto é verdade, é bem provável que tenha havido algumas coisas por baixo do pano a provocar o rombo. A competição oferece condições para que o investimento tenha retorno.
O que parece certo é que, apesar de todo nosso ufanismo, lá fora as pessoas não encaram o Rio, nem o Brasil, como nós o vemos. Vamos ter que trabalhar muito, ainda, para que o mundo comece a ver o Brasil como um país confiável. Até lá, a gente vai ver Olimpíada pela televisão.Sercomtel solidária





