Praça Londrina - Estelio Feldman
A entrega da terceira casa do Projeto Onde Moras?, realizada domingo, é apenas parte de um programa muito sério e consequente lançado em Londrina e que visa construir 500 casas para atender a outras tantas famílias que - conforme levantamento - moram hoje em condição subumana.
O Projeto é tão simples que causa espanto. Com orientação do engenheiro Maurício Costa, os favelados demolem imóveis e recebem material que é usado na construção.
Como as casas são construídas na favela, lá onde os futuros beneficiados residem, o custo é só da construção. Com o material reciclado e a participação dos interessados, o preço final de uma casa do projeto fica em 500 reais! (Tem que colocar ponto de exclamação).
A Cáritas, órgão internacional da Igreja Católica, está envolvida no projeto do Jardim Marabá, onde foi feita a entrega da terceira casa, devendo edificar ali 20 moradias. O restante do programa será desenvolvido pela Fundação Projeto Onde Moras, com a participação da comunidade.
Na entrega da casa, domingo, a Antonio Donizete Izidoro, que vai morar lá com a mulher, mãe e 6 filhos, esteve presente o prefeito Antonio Belinati, com sua esposa, a vice-governadora Emília Belinati, ambos emocionados com o projeto e com suas importantes consequências. Um verdadeiro trabalho comunitário que pode ajudar a resolver o drama de milhões de brasileiros que não têm onde morar.
Desespero
Só o desespero explica a atitude do sr. Pascoal Marchi que, cansado de tentar junto às autoridades uma atitude visando desentupir o bueiro que fica diante de sua casa, resolveu agir sozinho. Abriu a calçada, fez um buracão, trabalhou com disposição mas foi vencido. A sujeira acumulada já entrou na rede de água pluvial e, para conseguir desentupi-la, só mesmo com equipamentos de que ele não dispõe.
Mas como ele já havia começado, resolveu pedir ajuda de novo ao setor competente. E está esperando. A informação é a de que o trabalho de desentupimento dos bueiros está sendo feito em outra área da Cidade. Ele vai ter que esperar. O problema é que é preciso desentupi-los enquanto não chove. E é necessário que as autoridades façam mais do que o que estão fazendo. É preciso que ajam com rapidez, celeridade e disposição, antes que volte a chover como durante boa parte de fevereiro.
Concordo com os responsáveis quando reclamam que boa parte do entupimento decorre da falha da própria população, de gente que joga lixo nos bueiros ou que deixa lixo no meio-fio. Vem a chuva, ou até a água de quem lava calçada, e leva tudo para o bueiro. O povo pode fazer sua parte.
Isto porém não desobriga os responsáveis que precisam agir com mais rapidez e, principalmente, atender quando o povo reclama. Há muito bueiro entupido por aí e bastará uma nova chuvarada para alagar tudo de novo.
Prisões
A Campanha da Fraternidade está fazendo sua parte, chamando a atenção para a situação das cadeias e presídios do País, transformados em depósitos sem a mínima condição para a vida humana. A Justiça reagiu. Em Londrina, a situação foi investigada e os resultados surgem, inclusive com o anúncio da interdição do 5º Distrito Policial, a determinação para que a Polícia Militar participe da vigilância e a ameaça de interdição das prisões nos outros distritos caso a Secretaria de Segurança do Estado não adote providências para dar condições de funcionamento para aqueles locais.
O problema ficou por tanto tempo esquecido que agora as coisas estão bem complicadas. A Secretaria de Segurança vai ter que dar duro para atender às determinações judiciais. E a população espera e confia. Com alguma preocupação porque sabe que a questão envolve precisamente o seu mais grave problema, o da segurança. Não há como discordar da Justiça quando se posiciona a respeito, exigindo que os outros segmentos da administração pública realizem sua parte.
A esperança é que esta movimentação não termine junto com a Campanha da Fraternidade, que vai só até a Páscoa, mas que a preocupação e o cuidado prossigam. Espera-se que o problema continue a merecer a atenção devida e que seja de fato resolvido para garantir pelo menos tranquilidade ao povo neste vital setor.
Entidade pede socorro





