Praça Londria (Estélio Feldman)


Arquivo Folha
AniversárioAlbergue Noturno completa 45 anos sempre atendendo os carentes45 anos do Albergue
Neste mês de maio, o Albergue Noturno Raul Faria Carneiro está completando 45 anos de existência. Um longo e produtivo período, atendendo os carentes em suas necessidades básicas.
Para que se possa ter uma idéia do que o Albergue faz, seria suficiente lembrar que na sua função básica (a de acolher pessoas) o Albergue atende, diariamente, entre 1.800 e duas mil pessoas que recebem atendimento a partir do jantar, cama e café da manhã. Além disto, há um número muito grande de pessoas que apenas tomam sopa, à noite, mas não dormem lá.
O Albergue, porém, não fica nisto. Também está realizando um trabalho de atendimento externo, na favela do Jardim João Turquino. São mais de mil famílias atendidas, com roupa, alimento, assistência em geral.
E, claro, o Albergue precisa de ajuda. Para festejar os 45 anos, os responsáveis bem gostariam de reformar a cozinha, que existe desde o início das atividades e que está em condições precárias. Também necessita de melhores equipamentos internos. Ajudar o Albergue é dar assistência aos necessitados.
Se alguém quiser ajudar, pode levar auxílio à rua Araguaia, 589. Se não puder levar, pode ligar para 329-0137 que alguém irá buscar.Cheques
A propósito de duas notas publicadas aqui com reclamações sobre o fato de o Banco do Brasil não receber cheques de outros estabelecimentos, um leitor ligou para lembrar que esta prática não é exclusiva do BB. Disse que, de modo geral, todos os bancos agem assim. Quer dizer, você vai pagar uma conta em um banco, leva cheque de outro e... pimba: não paga e fica louco da vida.
Penso que está errado, também. Os bancos deveriam prestigiar os cheques, deles ou de outros. Claro que se sabe que muita gente dá cheque sem fundos mas isto não justifica o desprestígio do instituto por parte dos bancos, que deveriam ser os maiores incentivadores dos cheques.
Contudo, penso que existe uma atenuante no caso trazido pelo leitor: se você pode escolher o banco em que vai pagar a dívida, o natural será ir àquele em que se tem conta. O problema destacado pelos que se queixam do Banco do Brasil é outro: há coisas que só podem ser pagas no BB. Daí, a pessoa que vai pagar não tem alternativa: ou carrega dinheiro, com tudo o que isto implica em risco, ou abre conta no BB.
Entendo que os bancos deviam perceber que, quando não aceitam cheque de outro estabelecimento, trabalham contra seus próprios interesses.Inadimplência
Esta discussão sobre o fato de bancos não aceitarem cheques de outros estabelecimentos para pagamento de conta remete, naturalmente, a outro tópico, este do ‘palavrão’ acima: inadimplência. Inadimplência é, em tese, a falta de condições para pagar dívidas. No caso específico, é o que antigamente se chamava calote: a pessoa compra e não paga.
O que ajuda muito isto é, precisamente, o cheque. Porque o comércio, ao contrário dos bancos, aceita cheques. Até os estimula. Deixa a pessoa comprar agora e dar um cheque para depois, o tal pré-datado. Tudo iria bem se o cheque não voltasse na hora da apresentação. Mas é este o drama: dados publicados ontem indicam que o calote nacional atingiu R$ 20 bilhões o ano passado.
E há um detalhe para piorar as coisas: em muitos casos, o problema não é o da falta de fundos, nos cheques. Existe outro truque: sustar o cheque. O cliente faz a compra, dá o cheque e, depois, susta o pagamento. Não tem o problema do cheque sem fundo.
Claro que alguma coisa tem de ser feita. Os bancos já ajudam a desmoralizar o cheque. O comprador que passa cheque sem fundos ou que o susta, também colabora. Com isto, perdemos todos nós.13 de maio
Que coisa! O 13 de maio passou quase em branco, entre nós. Pouca gente falou no assunto, os jornais não trouxeram reportagens especiais sobre a data. Será evolução, mudança ou descaso?
A gente sabe que há discussões imensas sobre a Abolição da Escravatura. Concordo com quem diga que a escravidão nem deveria ter existido. Mas não apenas existiu como continua, inclusive no Brasil. Também concordo com os que não aceitam plenamente a versão oficial, que nos diz que o fim da escravidão foi um tipo de presente dado pela princesa Isabel aos escravos brasileiros.
A princesa assinou uma lei aprovada pelo Parlamento. Ademais, também concordo com os que preferem rememorar Zumbi dos Palmares e tantos outros que sofreram a escravidão e lutaram contra ela.
Todavia, simplesmente esquecer a data não é correto. Consta que a princesa Isabel teria dito ao assinar a Lei Áurea que, com aquilo, entrava na História, tendo ouvido como resposta: ‘Mas perde o trono!’ Claro, a República teria vindo de qualquer modo. Entretanto, os fatos se entrelaçaram e a Abolição, como ocorreu, constitui um fato que não pode ser minimizado.

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