Praça do ‘‘Homem Nu’’
foi palco do tiroteio
James Alberti e
Guilherme Vieira
Albari RosaPedestres observam na calçada mancha de sangue do policial feridoA Praça 19 de Dezembro, Centro de Curitiba, virou campo de batalha por volta das 16 horas de ontem. Tiros para todo lado, helicóptero pousando na rua e carros escapando na contra-mão. Uma confusão generalizada, em que dois policiais do Grupo Tigre e um suspeito foram feridos. Os disparos aconteceram durante uma ação do Grupo Tigre, que tentava prender dois homens acusados de extorsão. Na noite anterior, eles aplicaram o ‘‘golpe do cartão’’ em um homem, cujo nome não foi revelado pela polícia. Na manhã de ontem, os golpistas telefonaram para a vítima, pedindo R$ 5 mil para devolverem o carro que tinham roubado.
Toda a movimentação voltou a colocar em xeque a política de Segurança Pública, quatro dias após as mudanças no comando da PM e da Polícia Civil. Em poucos minutos, quase toda a cúpula da Polícia Civil estava no local. A troca de tiros causou grande aglomeração nas ruas do entorno da praça e nervosismo visível dos policiais diante do colega ferido. Um deles chegou a se apoiar na ambulância do Corpo de Bombeiros e chorou, consolado pelo delegado do Comando de Operações Policiais Especiais (Cope), Ricardo Noronha, que pedia calma.
Enquanto o tumulto crescia com a chegada de viaturas, as pessoas que passavam pelo local corriam de um lado para outro atrás de informações. A maioria delas cercava as ambulâncias do Corpo de Bombeiros, onde os dois polciais baleados recebiam os primeiros socorros. Ao lado das ambulâncias, uma mancha de sangue na calçada dava a dimensão da tragédia que tinha acontecido na praça.
Soldados da Polícia Militar chegaram rapidamente e vasculharam as redondezas em busca de um suspeito que teria fugido. O ponto mais esquadrinhado foi o Passeio Público. Muitas pessoas foram detidas nessa região para identificação, sem saber ao certo o que estava acontecento.
No começo da noite, a polícia encontrou o carro Ford Explorer, que pertence à vítima, e inicou a perícia para tentar localizar pistas que levem a outros envolvidos. Antes mesmo do cerco policial se desfazer, funcionários da Prefeitura de Curitiba lavavam, com carro-pipa, a mancha de sangue deixada pelo ferimento no policial.

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